Bolsonarista que atacou ato de Lula com drone é preso por aquisição ilegal de fuzil

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Bolsonarista que atacou ato de Lula com drone é preso por aquisição ilegal de fuzil
Rodrigo Luiz Parreira teria falsificado documentos para tirar um registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). Ele já tinha condenações pelos crimes de roubo e estelionato.

Caminhonete de bolsonarista é localizada após ataque de ato de Lula com drone.
Créditos: Wladimir Raeder/Divulgação
Plinio Teodoro
Por Plinio Teodoro
Escrito en POLÍTICA el 5/7/2022 · 14:15 hs
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O bolsonarista Rodrigo Luiz Parreira, autor do ataque usando um drone durante ato de Lula em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi preso no último sábado (2) a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Parreira, no entanto, foi preso por outro crime: aquisição irregular de arma de fogo. Ele está preso no Presídio Uberlândia 1.

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A descoberta da aquisição irreular da arma foi feita durante as investigações sobre o ataque ao evento petista.

Apoiador de Jair Bolsonaro, Parreira foi alvo de ação de busca e apreensão na sexta-feira (1º). Ele já tinha condenações na Justiça pelos crimes de roubo e estelionato.

Durante a ação, agentes do MPF foram a cinco endereços e coletaram provas que corroboram uma suspeita investigada pelos procuradores de que ele teria falsificado documentos para tirar um registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). Um fuzil foi apreendido num dos imóveis vistoriados durante a operação.

O MPF informou ainda à Justiça que, durante as buscas, Rodrigo tentou destruir provas, se livrando de um telefone celular, e que uma das armas registradas em nome do agropecuarista, um fuzil modelo 7022 calibre 22 LR, não foi localizado.

Condenações na Justiça
Em 2005, Rodrigo Luiz Parreira teria sido condenado pela Justiça de Goiás por ter cometido um roubo. Naquela ocasião, ele foi beneficiado pelo chamado “regime semiaberto harmonizado”, que permite ao apenado ir para casa à noite, em vez de dormir no presídio.

Já em 2020, o Judiciário mineiro o condenou por um crime de estelionato ocorrido em 2015, quando Rodrigo Luiz e outras cinco pessoas foram acusados de terem feito uma falsa denunciação de crime em relação a um suposto desvio de carga transportada por um caminhão. Ele também teria usado tornozeleira eletrônica durante um período de meses nesse mesmo ano.

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