RÚSSIA E UCRÂNIA MANTÊM NEGOCIAÇÕES TELEFÔNICAS, ENQUANTO INTENSIFICA-SE BOMBARDEIO A MARIUPOL

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UKRAINE-RUSSIA-CONFLICT

This Maxar satellite image taken and released on March 16, 2022 shows fires and damage in a residential area in Kharkiv, Ukraine. - On the 21st day of Russia's invasion of Ukraine on March 16, Russian forces remained in place around major cities including Kyiv but showed little sign of real progress in taking them. (Photo by Satellite image ©2022 Maxar Technologies / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / Satellite image ©2022 Maxar Technologies " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS - THE WATERMARK MAY NOT BE REMOVED/CROPPED

27º DIA DE GUERRA

Exército russo deu prazo até esta segunda-feira (21) para que Kiev deponha armas no sul do país

Michele de Mello
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 

Nas últimas 24h, a Rússia bombardeou 44 objetivos militares na Ucrânia – AFP

conflito entre Rússia e Ucrânia entra na quinta semana com novas negociações. Nesta segunda-feira (21), representantes de Moscou e Kiev dialogaram por telefone para buscar acordos bilaterais. Enquanto isso, aumentam as tensões no sul do país. 

Nesta segunda-feira (21), o exército russo atacou o polígono militar Nóvaya Liubomirka, na província de Rovno, afirmando que se tratava de “um centro de treinamento de mercenários estrangeiros e nacionalistas ucranianos”. O porta-voz do exército, Ígor Konashénkov, assegurou ainda que 44 objetivos militares foram bombardeados na madrugada de domingo para segunda e somam 80 vítimas.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em torno de 925 civis foram mortos e 1.496 se feriram desde o começo da guerra, informações desta segunda (21). Ao todo, cerca de 10 milhões de pessoas tiveram que abandonar suas casas na Ucrânia e 3,4 milhões estão refugiados em outros países, segundo a Agência de Refugiados da ONU (Acnur).

Segundo meios de comunicação suecos, 13 navios de guerra do Tratado do Atlântico Norte (Otan) partiram da Estônia, Letônia e Lituânia para Estocolmo. O porta-voz do ministério de Defesa da Suécia, Mikael Agren, afirmou que trata-se de uma visita de rotina para abastecer as embarcações e de descanso à tripulação que realizou exercícios militares nos países vizinhos. A União Europeia declarou que avalia aplicar um novo pacote de sanções contra a Rússia.

Leia também: Os russos apoiam a guerra contra a Ucrânia?

A China rechaçou a política de sanções e defendeu o diálogo como saída ao conflito. “O diálogo e a negociação são a saída fundamental. As circunstâncias atuais tornam ainda mais importante seguir nessa direção”, afirmou o chanceler chinês Wang Yi, em coletiva de imprensa no último domingo (20).

Após sofrer sanções inéditas, a Rússia decidiu banir o uso das redes sociais Instagram e Facebook dentro do país.

Disputas em Mariupol

O exército russo estabeleceu o prazo até o dia de hoje para que as forças ucranianas depusessem as armas na cidade de Mariupol. Segundo o ministério de Defesa russo, os ataques buscam desarmar milícias nacionalistas ucranianas. 

“É claro que rejeitamos essas propostas”, disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk.

O chefe da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, declarou nesta segunda-feira (21) que tomar o controle de Mariupol não é uma questão de dois ou três dias, ou mesmo uma semana. 

“Não estou tão otimista de que em dois ou três dias, ou mesmo em uma semana, a questão será encerrada. Infelizmente, não, a cidade é grande”, disse Pushilin ao canal de TV Rossiya 1.

Ele acrescentou que vários milhares de representantes dos batalhões nacionais ucranianos permanecem dentro da cidade.

“Sua principal fortificação é a usina de Azovstal. Levando em conta que só território de Azovstal tem cerca de 11 quilômetros quadrados, entendemos perfeitamente que falar em terminar amanhã ou depois de amanhã, e a cidade de Mariupol estará completamente segura (em mãos russas), infelizmente, não cabe”, especificou Pushilin.

Embora, Kiev e Moscou acordaram criar oito corredores humanitários para evacuar civis das zonas de conflito, nenhum foi aberto na cidade de Mariupol. 

*Colaborou Serguei Monin

Edição: Arturo Hartmann

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