MARCOS COIMBRA: DIMINUTA SUBIDA DE BOLSONARO, SÓ TEM RELAÇÃO COM DERRETIMENTO DE MORO, QUE PODE DEIXAR CANDIDATURA

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FÓRUM ONZE E MEIA
Lula nunca achou que a eleição estivesse resolvida, diz Marcos Coimbra. 

Subida de Bolsonaro nas pesquisas tem relação com queda de Moro, avalia o diretor presidente do Vox Populi

Por Carolina Fortes

Escrito em POLÍTICA. 22/2/2022 · 

Presidente do Vox Populi, Marcos Coimbra analisou nesta terça-feira (22), em entrevista ao Fórum Onze e Meia, o derretimento de Sergio Moro (Podemos) nas pesquisas eleitorais – o que pode fazer com que ele desista da candidatura – e a consequente recuperação de Jair Bolsonaro (PL).

Na visão dele, não há “nada de extraordinário” na subida do atual presidente, que tem relação com a queda de Moro. “Isso é previsível. A direita está se reaglutinando no Bolsonaro depois que o Moro se revelou uma decepção na capacidade de atrair o eleitor e convencê-lo, e assim se tornar um candidato mais viável”, afirmou Coimbra.

Para o presidente do Vox Populi, foi perigoso pensar que a eleição já estava ganha quando Bolsonaro apresentava resultados ruins, enquanto Lula (PT) liderava em todos os levantamentos. “Formamos a ideia que estava tudo resolvido. Nunca esteve, se tem uma pessoa do lado de cá que nunca pensou isso se chama Lula. [Ele] não achou que estava resolvido, tanto é que vem fazendo desde meados do ano passado movimentos para ampliar o projeto eleitoral”, disse.

Pesquisas acendem alerta
As duas últimas pesquisas eleitorais que retratam a corrida ao Palácio do Planalto deste ano acenderam o sinal de alerta da campanha de Lula. Na sexta-feira (18), um levantamento do PoderData mostrou que a diferença entre o líder de esquerda e o atual presidente caiu de 14% para 9%. O petista teria recuado alguns pontos, pouco fora da margem de erro, ficando com 40% das intenções de voto, enquanto o líder de extrema-direita teria subido 3%, chegando a 31% da preferência dos entrevistados.

“Nós tivemos um momento em que Bolsonaro era o trapo velho, que não valia mais nada. Isso foi acontecendo ao longo do final do segundo semestre e quando chegou dezembro ele estava provavelmente no seu pior momento no governo. De lá para cá, o que as pesquisas mais recentes estão sugerindo é que ele está retomando o patamar que tinha. Não tem nada de extraordinário”, analisou Coimbra.

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