CHACINA EM SÃO GONÇALO: DEFENSORIA E ONU PEDEM INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE
“Chacina”. Assim a Defensoria Pública e entidades descrevem a Operação policial que matou 8 pessoas em São Gonçalo, neste domingo
Jornal GGN – “Chacina”. Assim a Defensoria Pública e entidades descrevem a Operação policial que matou, pelo menos, 8 pessoas em São Gonçalo, região metropolitana Rio de Janeiro, neste domingo (23).
A versão dos policiais é de que atuaram contra “criminosos” e que foi “algo necessário”, após a morte do sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, no sábado (20). A ocupação da PM na favela começou na quinta-feira (18), intensificando-se após a morte do sargento.
Segundo relatos de moradores e da Defensoria Pública do Rio, mais policiais do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) invadiram a favela no domingo, “por vingança” à morte do PM no dia anterior.
“Uma operação que se caracteriza como ‘operação vingança’. A operação terminou após 33 horas seguidas, um dia após a morte de um policial militar”, disse a defensora Maria Júlia Miranda, em entrevista ao Uol.
A Polícia Civil é a responsável por investigar o assassinato de 8 pessoas – corpos identificados que chegaram ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica em São Gonçalo. E sua versão coincide com a da PM: 5 homens identificados possuem, segundo eles, registros criminais.
Com a repercussão da sociedade civil e o caráter de “chacina” denunciado por entidades, o Ministério Público do estado também abriu investigação.
E a notícia chegou ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU que, em nota, pediu a investigação da chacina por autoridades independentes. A crítica é sobre a prática no país da letalidade policial ser investigada pelos próprios policiais.
“Nosso escritório pede ao Ministério Público que conduza uma investigação independente, completa, imparcial e eficaz sobre essas mortes, de acordo com padrões internacionais”, escreveu o gabinete da ONU.