ERIKA KOKAY: BOLSONARO PREVARICOU! PF NÃO ENCONTRA INQUÉRITO ABERTO SOBRE A COVAXIN
Da Redação Viomundo.
A deputada federal @erikakokay (PT-DF) tuitou há pouco:
Bomba! Integrantes da PF afirmam que não encontraram nenhum inquérito instaurado sobre a Covaxin. Bolsonaro prevaricou, cometeu crime!
Realmente, a Polícia Federal não encontrou registro de inquérito aberto sobre compra de Covaxin, à qual o governo brasileiro destinou R$ 1,6 bilhão.
O deputado Luís Miranda (DEM-DF) afirma ter alertado Jair Bolsonaro sobre indícios de irregularidade na negociação feita pelo Ministério da Saúde.
Miranda diz que enviou a Bolsonaro, através de um secretário, duas mensagens de texto:
Avise o PR [presidente da República] que está rolando um esquema de corrupção pesado na aquisição das vacinas dentro do Ministério da Saúde. Tenho provas e as testemunhas. Sacanagem da porra… A pressão toda sobre o presidente e esses ‘FDPs’ roubando.
Não esquece de avisar o presidente. Depois, não quero ninguém dizendo que eu implodi a República. Já tem PF e o caralho no caso. Ele precisa saber e se antecipar.
As mensagens são do dia 20 de março deste ano.
Miranda, por sua vez, foi alertado pelo irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde.
Segundo o parlamentar, o presidente teria prometido acionar a PF para investigar o caso.
Hoje, em três tuítes a Bolsonaro, Miranda afirma que ele e o irmão Luís Ricardo estiveram com Bolsonaro em 20 de março, denunciando irregularidades no contrato de compra da Covaxin.
Miranda diz ainda que Bolsonaro “informou que o DG da PF receberia os documentos ainda no dia 23/03”.

Como a PF não encontrou nenhum inquérito aberto, Bolsonaro não comunicou o caso.
E, aí, prevaricou, como afirma a deputada Erika Kokay.
Prevaricação, explica o portal da Câmara dos Deputados, é um dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral que consiste em retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. A pena prevista é de detenção, de três meses a um ano, e multa
