O presidente Jair Bolsonaro esteve em reuniões com o chamado “ministério paralelo”, grupo apontado pela CPI do Genocídio como responsável por orientar o governo em relação à pandemia, antes de intensificar a sua defesa do uso da cloroquina no chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19.
Segundo reportagem de Marlen Couto, no jornal O Globo, os profissionais do grupo estiveram em ao menos 29 agendas oficiais do presidente e integrantes do governo. A informação consta em documentos enviados à CPI.
Uma das pessoas apontadas como possível integrante desse “ministério paralelo” é a médica oncologista Nise Yamaguchi, que já defendeu publicamente o uso da cloroquina e chegou a ser cotada para o posto de ministra da Saúde. Ela será ouvida pela CPI na próxima terça-feira.
De acordo com o jornal, Nise esteve com Bolsonaro ao menos cinco vezes. Os dois se encontraram em momentos decisivos do posicionamento do governo em relação ao medicamento, como no 15 de maio de 2020.