NICOLELIS: VARIANTE INDIANA DO CORONAVÍRUS PODE SE ESPALHAR PELO BRASIL

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O neurocientista alerto para importância de se rastrear todas as pessoas que tiveram contato com os infectados pela nova cepa do vírus e que ela pode piorar situação brasileira

 

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O médico e neurocientista Miguel Nicolelis declarou que o Brasil deveria ter feito um controle mais rígido dos aeroportos e que o Maranhã “não deve ser a única porta de entrada” da variante indiana do coronavírus. O governo do Maranhã confirmou seis casos com a nova cepa.

“A grande preocupação era evitar que essa variante chegasse ao Brasil o porquê tem causado um estrago tremendo na Índia. A identificação desses primeiros casos no Maranhã sugere que, primeiro: não deve ser a única porta de entrada; imagino outros relatos nos próximos dias, mas gera uma preocupação muito grande porque é uma variação de atenção”, explicou Nicolelis.

“No Reino Unido está causando problemas sérios e não temos todas as informações das consequências que pode causar se se espalhar por aqui”, diz Nicolelis.

O pesquisador também afirmou, em entrevista ao UOL, que é importante fazer o rastreamento de todas as pessoas que tiveram contato com o navio que navegava com tripulantes contaminados pela variante indiana

“Eu não sei se esse navio parou em outros portos antes do Maranhã, não temos notícia. Não temos notícias se outros tripulantes desceram desse navio. Como o Brasil renunciou a fazer rastreamento de casos, uma das medidas que os países que lidaram bem com a pandemia mostraram ser vital, nós não sabemos. Não tenho ideia se essas 100 pessoas contataram outras 100 pessoas. Se você tem uma porta de entrada, um porto, aeroporto conectado a hub rodoviário, é uma questão de dia para você espalhar uma nova variante”, alertou Nicolelis.

Nicolelis também afirma que a cepa indiana pode piorar a situação do país. “Meu medo é que a gente menospreze o que aconteceu na Índia, o vírus venha com variantes embutidas, e o sistema brasileiro já colapsado não dê conta”, diz o pesquisador.

O neurocientista voltou a afirmar que o Brasil segue ignorando as lições do passado para lidar com o coronavírus. “A cidade de São Paulo, próxima ao aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, que detém o maior hub rodoviário do país, nas primeiras três semanas contribuiu com 85% do espalhamento de casos. A gente está ignorando lições que vem de 1918, da pandemia de influenza. O Brasil recebeu o vírus da influenza por um navio mercante que chegou em Pernambuco, daí explodiu no país. Nunca fechamos o espaço aéreo da maneira correta”, disse Miguel Nicolelis.

 

Com informações do UOL

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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