Mesmo depois de ser avisado que as máscaras não eram adequadas para proteger médicos e enfermeiros, o Ministério da Saúde se recusou a trocar os equipamentos
Esse novo capítulo de atentado contra a vida promovido pelo governo foi denunciado nesta quinta-feira (18) pela Folha de S. Paulo. O jornal teve acesso a um documento de 13 de janeiro no qual a presidência da Anvisa aponta que as máscaras analisadas, de modelo KN95, não são indicadas para uso hospitalar.
No documento, a Anvisa deixa claro que recebeu diversas reclamações das secretarias de Saúde dos estados e que alertou o Ministério da Saúde sobre o perigo que as máscaras representavam para a vida de médicos e enfermeiros. Mesmo assim, segundo o jornal, o ministério distribuiu o material e se recusou a substituí-lo.
“A pasta as máscaras entre julho e dezembro de 2020. E não só se recusou a recolher os produtos e a substituí-los, segundo esses documentos, como enviou mais máscaras ‘non-medical’ para uso hospitalar”, informa a reportagem.
Inquérito civil
A posição da Anvisa foi enviada ao MPF em Brasília. Em 3 de fevereiro, o órgão do Judiciário instaurou inquérito civil para investigar o caso. O Ministério da Saúde tentou se justificar afirmando que a empresa contratada garantiu que as máscaras apresentam “eficácia alta”, equivalente aos modelos N95 e PFF2.
Chama a atenção, no entanto, o fato de que a empresa em questão tem como representante no Brasil um executivo que atua no mercado de relógios de luxo suíços.
Descaso com a vida
São por ações assim, de total descaso com a preservação da vida, seja de pacientes, seja de profissionais de saúde, que a política do governo Bolsonaro é considerada genocida.