GLENN: NINGUÉM FEZ MAIS PARA CORROMPER O SISTEMA DE JUSTIÇA BRASILEIRO DO QUE SÉRGIO MORO

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Jornalista, autor da série #VazaJato, no site The Intercept Brasil, comentou reportagem da CNN com “hacker de Araraquara”, que disse ter sido pressionado pela PF a acusá-lo

 

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O jornalista Glenn Greenwald escreveu em seu Twitter, nesta segunda-feira (21), que “ninguém fez mais para corromper o sistema de Justiça brasileiro – ninguém – do que Sergio Moro”.

O comentário foi feito no contexto de reportagem da CNN Brasil com o homem conhecido como “hacker de Araraquara”, Walter Delgatti Neto.  

Ele foi preso em 2019 pela Polícia Federal, na operação Spoofing, acusado de ter interceptado conversas de autoridades brasileiras, em especial de integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Em entrevista à emissora, Delgatti Neto disse que foi pressionado para fazer uma delação em troca de sua liberdade. “Eles davam a entender que a delação, caso eu fizesse, só seria homologada se eu falasse do Glenn. Todas as vezes, eles queriam que eu falasse do Glenn”, afirmou. O jornalista também deu entrevista à emissora para a reportagem.

Greenwald foi autor da série de reportagens #VazaJato, pelo site The Intercept Brasil, que revelou conversas entre os integrantes da Lava Jato e Sergio Moro, as quais trouxeram a público bastidores da operação.  

Em seu Twitter, o jornalista falou dessa pressão que Delgatti revelou ter sofrido da Polícia Federal e escreveu: “Lembre-se que quando isso aconteceu, a Polícia Federal estava nas mãos de . . . Sergio Moro. O MPF já provou que abusa de seu poder contra os inimigos de Moro. E ‘esse’ é o legado de Moro e Lava Jato: abusar da prisão preventiva para coagir falsas acusações e confissões”, afirmou. Quando a operação Spoofing foi deflagada, Moro era ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro.

Na sequência, Greenwald escreveu a acusação: “Ninguém fez mais para corromper o sistema de justiça brasileiro – ninguém – do que Sergio Moro. Além das trapaças e das ilegalidades que ele usou para condenar, instrumentalizou medidas autoritárias como essas em toda a Lava Jato. Ele contaminou todo o sistema jurídico”.

E o jornalista conclui sua reflexão: “Vai levar muito tempo para limpar o sistema de justiça do extremismo e da corrupção de Moro e LJ. Usar a prisão preventiva para obter confissões falsas é o oposto de justiça”.

Veja a sequência.

Com informações de CNN Brasil

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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