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Há homens e mulheres que ao nascerem são imediatamente capturados pela semiótica dominante do sistema capitalístico que lhes transformam em sujeitos-sujeitados com a única função de reverberar os signos agenciadores da subjetivação do poder. Durante todos seus percursos, mesmo que consigam atingir mais de 100 anos, jamais suspeitam que estão apenas cumprindo tabela, como se fala na gíria futebolística.  

Há homens e mulheres que ao nascerem são imediatamente capturados pela semiótica dominante do sistema capitalístico que lhes transformam em sujeitos-sujeitados com a única função de reverberar os signos agenciadores da subjetivação do poder. Porém, durante seus percursos eles descobrem que só se pode existir autenticamente quando se é agenciador de seu próprio desejo que não pode ser submetido as taras ambiciosas do sistema paranoico-dominante. Estas mulheres e estes homens são as filósofas e filósofos. São os singulares-políticos. E um deste políticos é Diego Armando Maradona, O DEZ. O além craque da pelota. A espécie que se escolheu ser Homem junto com outros Homens e Mulheres. Poiesis-Estética Ontológica da Exsistência.

Maradona, como mostra o destino do proletariado produzido pelo sistema capitalístico, era para ser um condenado ao mundo miserável da ausência de significância social dita humana, ou, então, ser um ídolo futebolístico deslumbrado com as luzes ofuscantes do glamour da inutilidade do existir, como fizeram, fazem e vão fazer muitos jogadores de futebol. Como muitos brasileiros. Meros musculosos-descerebrados reacionários, reificados e alienados e que votam na extrema-direita.

Todavia, como diz o filósofo Nietzsche, ele come, bebe, sente, calor, frio, ama, suspeita e pensa coisas extraordinárias, posto que o ordinário ele já conhece. Esse o corpo-político que afeta os seus invejosos. Esse o corpo-político que muitos brasileiros não sabem porque Maradona é singularmente superior a Pelé. Maradona é politico. Pelé é demagogo. Não conhece a ágora-pública.

Maradona, como um homem-político, tem afinidades-humanas com Cristo, Maria, Marx, Che, Peron, Mandela, Fidel Castro, Lula, Sócrates, Dilma, todas e todos que pensam a democracia como a grande festa-coletiva produzida pelas potências de todos composta como Amor. O futebol para Maradona, é apenas o componente que lhe permite o encadeamento necessário para criação de agenciamentos coletivo enunciadores de viver, viver bem, viver com. 

Maradona onde quer que se encontre, sempre permite emergir seu Devir-Dionisíaco: O Humor-Engajado. Maradona é um sátiro-dionisíaco sempre saltitante, sempre escrevendo corpúsculos e ondulações deslocantes. Maradona sabe que a essência do jogo é a alegria. E a alegria é política. Ele sabe, junto com o filósofo Félix Guattari, que para o Ser ser desvelado é fundamental a político. Tudo que a maioria dos que estão envolvidos nos quadros sinistros dos esportes de mercado não sabem. Um motivo porque Havelange lhe odiava. Só que um ódio que não lhe afeta, visto que os políticos não são afetados por corpos tristes, como pode afirmar o filósofo da alegria Spinoza. 

Maradona não é lenda.

Maradona não é mítico.

Maradona é Devir-Real-Político. 

VIVA, DIEGUITO MARADONA!

Alguns bradariam: Maradona, Presente!

Mas, Maradona não pode se fazer Presente,

Maradona é o próprio PRESENTE!

 

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