AMAZONINO NÃO COMPARECE AO DEBATE, MAS SEU SEMELHANTE, DAVID ALMEIDA, GARANTE O TRIUNFO DA TARTAMUDEZ-DEMOCRÁTICA

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Brevíssima enunciação eleitoral tartamuda-antidemocrática.

Enquanto, em São Paulo, Guilherme Boulos, do PSOL, com sua semiótica-dialética produtora de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar mantinha Bruno Covas, do anêmico PSDB, em seu pétreo círculo ecolálico-burocrático do vazio no debate da Bandeirantes, em Manaus, o caricato Papai TÁ ON, candidato à prefeitura de Manaus, Amzonino Mendes, não comparecia ao ilusório debate promovido pela retransmissora da Bandeirantes São Paulo. Preferiu ficar ON. Bem distante da confusão da igualdade que iria se confundir junto com seu reflexo-eleitoral, também candidato à prefeitura de Manaus: David Almeida.

Diante da ausência de Amazonino, a emissora decidiu realizar um programa de entrevista com o candidato ex-vice do ex-governador Zé Melo. Como o entrevistador mostrou ter o mesmo conhecimento do que vem a ser uma cidade que todos os candidatos têm, ilusoriamente, surgiu nos telespectadores a sensação de que Amazonino havia comparecido ao alcunhado debate. Só que metamorfoseado no entrevistador tal o teor das perguntas e ponderações feitas pelo mesmo. A configuração clara e inconteste da tartamudez-democrática.

Extraindo pequenos laivos linguísticos, embora não sendo Deus, o programa conseguiu a mágica de apresentar Amazonino no debate tal a semelhança do que seria o debate com a presença real do Papai TÁ ON. E para causar mais veracidade da presença de Amazonino, seu reflexo-eleitoral esteve soberbo: tartamudeou o que sempre tartamudeia quando se refere ao tema política. Ou melhor: coisas de Manaus. A lógica do óbvio.      

Resultou, resultando, então, que Amazonino teve um breve momento de Deus: onipresença. Não foi, mas foi dada a força da fantasmagoria da igualdade produzida pelo agenciamento coletivo da semiótica dominante do capitalismo paranoico. Onde todos os iguais fazem parte da composição do buraco negro: centro de atração massificadora.  

É pela força desta fantasmagoria que em Manaus é impossível encontrar um candidato que fale a semiótica racionalmente humana para ser tida como agenciamento coletivo de enunciação política singular. 

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