SOFRÍVEL PERFORMANCE DE CANDIDATOS BOLSONARISTAS MOSTRA O CARÁTER DO VOTO VOLÚVEL

PRODUÇÃO AFINSOPHIA. ORG

 

“O momento é este”, significa, quase sempre, uma decisão calculista. Uma decisão que não sai de um entendimento racional sobre o dito momento. Embora, algumas destas decisões, já estejam bem territorializadas em alguns indivíduos, já fazendo parte de sua identidade e seus traços de aparências. 

A eleição de Bolsonaro, e suas consequências, pode ser entendida pela ótica deste imperativo. Os eleitores que o elegeram se dividiram entre estes dois tipos. Os já territorializados, identificados com seus valores tortura, racismo, homofobia, misoginia, xenofobia-específica; e, os eleitores que aproveitaram o momento para estabelecer seus propósitos. 

Nesta ordem, distingui-se três seguimentos mistificados: 

1 – Os mistificados-Religiosos-Culposos.

2   Os mistificados-Insignificantes-invejosos.

3 – Os mistificados-Anais-Monetários.

Os primeiros representam os dominados por intenso sentimento de culpa transformado em indignação religiosa-social. Transferência de seu conflitos sexuais como castigo inconsciente. Os segundos representam os dotados de intenso sentimento de insignificância que tomam, os que eles acreditam serem felizes, como inimigos a serem destruídos. Os terceiros são os chamados servos da usura-simbolizante do caráter-anal. Os escravos da força mortal do lucro. As consciências de mercado. Os que não cultuam nada que não seja o dinheiro.

   Eleito por estes representantes destes três seguimento, Bolsonaro entrou em uma quadro que a psicanálise chama de exacerbação-narcísica do ego. Todo seu investimento libidinal voltou-se para ele mesmo. Nada do fora. Território da Vida. Exacerbação-narcísica do ego conhecida, também, como megalomania-deificada: sou Deus. Posição egoica, porque há sempre quem acredite em função de forte submissão à imago do pai castrador. “Sim, senhor, Papai!”,

Mas, o real é o real, o princípio de realidade, mesmo com espírito capitalista, fez com que ele voltasse para Terra. Lugar dos chamados humanos. Lugar onde só se desterritorializa nela mesma, como se extrai do filósofo Nietzsche. Nada de Nous Cósmico plotiniano. Nada de Céu.

Chegado o tempo das eleições municipais, alguns candidatos não aportaram na Terra. Ficaram imaginariamente desterritorializados nos eflúvios-mistificados-mistificantes. Fazem campanha anunciando apoio de Bolsonaro, alguns recebendo apoio direto, e, outros, até usando o pseudônimo de Bolsonaro.

Mas, há Covid – 19 por todos os lados, mais de 158 mil mortos, pesquisas de vacinas, vaChina impedida, também, negação da cura da pandemia, propaganda de simulador de cura, charlatanismo, desemprego exorbitante, arroz só para burguês, queimadas no Pantanal, devastação da Amazônia, dólar nas alturas onde o capital ama, pobreza desesperadora, volta faminta da fome, corrupção familiar e não familiar, aumento da insegurança-pública, privatização geral, etc. 

Dominando este violento quadro-bolsonarista, na hora das pesquisas, os candidatos bolsonaristas não têm o que contar. Não podem enxergar o horizonte: há muitos candidatos em suas frentes empatando suas visões. O ilusório Brasil bolsonarista escafedeu-se. Só ficou o fedeu-se.

Assim, bastam apenas cinco candidatos para afirmar esta realidade. Três de Manaus. Um de São Paulo. Outro do Rio. Em Manaus, os três candidatos bolsonaristas são ex-militares e ocupam os honrosos últimos lugares. Em São Paulo, Russomanno despenca e Boulos (PSOL),  segue para o segundo lugar. No Rio, o mistificado-religioso-culposo, Crivela, Universal, em rota de descendo a ladeira, sente o cheiro de Marta Rocha, não a miss Brasil, mas Marta Rocha (PDT). E de quebra Bendita da Silva (PT).

Com esta mostragem , fica translúcido que os eleitores mudaram de momento. Volúveis, descobriram outro “o momento é este”. A confirmação do voto volúvel. 

Voto volúvel nada democrata. É claro e ilógico. 

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