IMPRENSA INTERNACIONAL REPERCUTE DISCURSO DE LULA E O APONTA COMO “AMEAÇA PARA BOLSONARO”
This handout picture released by the Brazilian Workers Party (PT), shows former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva during a meeting of the national executive board of the Workers Party (PT) in Salvador, Bahia state, Brazil, on November 14, 2019. (Photo by Ricardo STUCKERT / WORKERS PARTY (PT) / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / WORKERS PARTY (PT) - RICARDO STUCKERT " - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
“As pessoas esperam que Lula concorra novamente à presidência nas próximas eleições”, escreveu o correspondente do diário britânico The Guardian, em artigo publicado nesta terça-feira
O discurso do Luiz Inácio Lula da Silva neste 7 de setembro não foi assunto apenas no Brasil. Meios de imprensa de vários países do mundo comentaram o vídeo publicado pelo líder petista em suas redes sociais. Na maioria dos casos, apontando que ele posiciona o ex-presidente como principal ameaça a Bolsonaro na corrida presidencial para 2022.
Por exemplo, no jornal britânico The Guardian, o correspondente Tom Phillips destacou as principais críticas de Lula a Bolsonaro, analisou que seria tentativa de retomar a iniciativa depois de meses reagindo aos ataques contra ele por parte da direita – o artigo desta terça-feira (8) lembra que o ex-presidente não concorreu em 2018 devido a uma sentença de Sérgio Moro, que depois seria ministro da Justiça de Bolsonaro –, e terminou concluindo que “as pessoas esperam que Lula concorra novamente à presidência nas próximas eleições”.
Na Argentina, o El Destape mostrou que “diante da catástrofe sanitária no Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Jair Bolsonaro de deixar a pandemia do coronavírus se tornar uma ‘arma de destruição’ do povo brasileiro, e sentenciou: ‘era possível sim evitar tantas mortes’”.
Por sua vez, o meio venezuelano TeleSur enfatizou o trecho do discurso em que Lula diz que “nenhuma solução terá sentido sem os trabalhadores como protagonistas. Não contem comigo para nenhum acordo no qual o povo seja mero espectador. Mais do que nunca, estou convencido de que a luta pela igualdade social implica em um processo que obriga os ricos a pagar impostos em proporção aos seus lucros e suas fortunas”.