OS PRODUTORES DE DEMOCRACIA DEVEM ALERTAR A POPULAÇÃO SOBRE A PROPAGANDA FAKE NEWS DE BOLSONARO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Na sociedade, como um macro corpo-coletivo, os indivíduos se relacionam de forma direta e indireta. Na forma direta, eles são seus próprios autores da comunicação. Na indireta, eles precisam de outros corpos para experimentarem a comunicação, visto que a complexidade social impede a comunicação direta.

O segundo caso, é materializado através de alguns recursos cujo objetivo é atingir o maior número de indivíduos. Entre esses recursos encontram-se a publicidade e a propaganda. Ambos podem ser privados e oficiais. Em uma democracia, o recurso mais usado pelo governo  é a publicidade. A forma de informar decisões, feitos, projetos, etc., ao público como protagonista da produção democrática. A publicidade democrática não tem como objetivo massificar o público com uma mensagem-sedutora-dominadora. Ele busca, tão somente a informação-real constituída por um conteúdo necessário para todos indivíduos.

Já, a propaganda, não se reduz apenas à informação de uma mensagem. Mas, busca, precipuamente, propagar uma mensagem massificadora como necessária aos indivíduos. Para isso, ela contém em si um elemento capturador da crença dos indivíduos que são seus alvos: a sedução. Esse seu grande objetivo: seduzir os crentes-incautos. Como seduzir é seu grande objetivo, o conteúdo de sua mensagem é constituído por corpos hipnotizadores que falseiam a percepção e a concepção dos que são atingidos por ela fazendo prevalecer a magia desses conteúdos. O que significa: dissipação do real. 

Sabe-se que só existe sedutor porque existe o seduzível. O seduzível é alguém que abdicou de sua vontade-original. Daí, porque acredita na mensagem sedutora. Este o grande lance do politicofastro, o falso político, o antidemocrata. Ele sabe que só é eleito porque existe este tipo de eleitor que, para não ser importunado, em sua anemia-existencial, com a obrigação de participar da vida pública de seu estado, vota nesse tipo de candidato que para ele é uma forma de respeito por não lhe exigir autonomia, determinação e responsabilidade social pelo destino de sua cidade, estado e país. 

Como é sabido até pelas pedras que não criam limo, porque rolam, Bolsonaro foi eleito apoiado por uma avalanche de Fake News que se materializou como propaganda através de mamadeira de piroca, kit gay, etc. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal Eleitoral (STE) estão investigando esse recurso deletério à democracia. E como se sabe, também, a mentira é uma tentativa do mentiroso desrrealizar o real. Real que lhe incomoda e que aparece como obstáculo aos seus propósitos. A mentira, neste quadro, surge como ilusão. A mentira é recurso que o eu do mentiroso usa por não saber o que fazer com o real. A mentira é produto do pensamento mágico do mentiroso e quem acredita nela vive em um mundo abstrato sem contato com o real. Sendo a mentira o duplo que o mentiroso fantasiou para si, por não suportar seu eu, quem acredita nela acredita em uma ilusão. Ilusão que sustenta grande parte de sujeitos-sujeitados da alcunhada vida política.

Diante deste quadro-ilusório, é preciso urgentemente que os produtores da democracia, no Brasil, pratiquem uma política de esclarecimento à população sobre a propaganda fake news de Bolsonaro. Porque, ele, além de produzir suas próprias fake news, ele usa, sem qualquer preocupação, feitos positivos de outros agentes como seus. Como o caso do auxílio emergencial criado pelos parlamentares comprometidos com os trabalhadores, e, mais ressentimento, a aprovação do FUNDEB que ele anda propagandeando como grande feito seu. 

 Não vai ser fácil esclarecer os que estão dominados por suas anemias-existenciais, mas como viver é ser ativo, se for praticada uma pedagogia em que seu fundamento tenha como suporte o dizer do filósofo Nietzsche, “a vida ativa o pensamento e o pensamento afirma a vida”, será possível excitar o humor desses que apresentam “esgotamento da receptividade”, como afirma Freud.

E como diz o cearense, de Sobral, Belchior: “Viver é melhor que sonhar!”.  

 

 

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