FILÓSOFO VICTOR LEANDRO*: O FIM DOS TEMPOS

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por Victor Leandro
É preciso ter calma. Este ainda não é o fim do mundo. É só o fim do capitalismo.
Não há mais saída para ele. Mesmo na ordem do bem-estar social, as transformações estruturais mostram-se incontíveis. O modelo financeirizado de hoje não pode dar conta das mazelas sanitárias produzidas. Só o que resta é a troca pura e simples, coordenada por agentes organizativos habilitados.
No Brasil de hoje, para variar, o caos chega antes. Vemos o antigoverno paralisado perante o seu fundamentalismo liberal, incapaz de notar que os manuais que utilizam não oferecem respostas para o que estamos vivendo. Junte-se a isso a perversidade do suposto presidente, e o que temos são um conjunto de ordens desorganizadas e estúpidas desde o fundamento. Voltem ao trabalho! não podemos parar por uma gripe! É o que dizem o néscio e os bem guardados patrões, protegidos que estão da pandemia.
Sim, alguns aspectos desse debate ainda não se encontram plenamente esclarecidos. Contudo, não podemos nos dar ao luxo de dirimi-los. Na prática, o povo sofre e precisa de soluções breves. E estas passam por um único ponto, que é a supressão dos mandatários em voga e do sistema que favorece o estatuto da classe dominante. Somente dessa forma poderemos sair da crise e salvarmos a nós mesmos.
Porém, tal não pode ser realizado apenas com palavras, mas com gestos efetivos.
O fim do mundo pode esperar. O que deve se instaurar agora é o momento revolucionário.
*Victor Leandro é filósofo, escritor, doutor e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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