PREMIADO DIRETOR ALEMÃO WIN WENDERS ENDOSSA DEMOCRACIA EM VERTIGEM, AQUELE DO QUAL O “CINEASTA” PEDRO BIAL NÃO GOSTOU
Da Redação Viomundo.
A Globo transmite neste domingo a cerimônia do Oscar, em Hollywood.
Na quinta-feira, a emissora usou 3 minutos e 12 de seu principal telejornal para falar sobre a festa do Oscar, mas não mencionou Democracia em Vertigem, candidato brasileiro na categoria de melhor documentário.
Geralmente, a emissora dedica algumas reportagens em sua programação para alavancar a audiência da transmissão, razão pela qual deverá citar o documentário brasileiro na edição desta sexta-feira ou do sábado.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), no entanto, se adiantou:
“A @RedeGlobo usa uma concessão pública para fazer política. A censura a tudo que é visto como favorável ao @ptbrasil é uma prática sistemática típica de ditaduras. @jornalnacional faz longa matéria sobre o Oscar e não cita Democracia em Vertigem”, escreveu ele em mensagem no Twitter.
É possível que o Jornal Nacional mencione a falsa polêmica em torno de Democracia em Vertigem como forma de ganhar alguns pontos no ibope de domingo.
Para Pedro Bial, apresentador do BBB e biógrafo de Roberto Marinho, o documentário não faz sentido: “Eu dei muita risada. Tira conclusão de que algo leva a outro sem a menor relação casual o filme vai contando as coisas num pé com bunda danado”, disse em entrevista.
Para o cineasta alemão Win Wenders, no entanto, Democracia em Vertigem é um alerta sobre a fragilidade da democracia.
Premiado em Cannes, Veneza, Berlim e pela Bafta, a academia de filme e TV do Reino Unido, o cineasta alemão já produziu mais de 40 filmes e documentários, o mais recente sobre o Papa Francisco (ver entrevista abaixo).
No clipe divulgado pela diretora Petra Costa e fixado em sua conta no Twitter, Wenders diz que Democracia em Vertigem lida com a perversão da democracia, um fenômeno mundial.
Bial pode não ter gostado, mas o endosso de Wenders tem muito mais peso, por motivos óbvios.
Além de Bial, a Secretaria de Comunicação de Bolsonaro usou as redes sociais para atacar a diretora como sendo anti-Brasil.
A ex-presidenta Dilma Rousseff, retratada no documentário, reagiu:
Como se não bastasse a grosseria misógina e sexista de Bial contra Petra Costa, ao chamá-la de menina insegura em busca de aprovação dos pais, a candidata brasileira ao Oscar com o filme Democracia em Vertigem foi vítima de intolerável agressão oficial do governo.A Secretaria de Comunicação da Presidência exibiu um vídeo, feito com dinheiro público, para ofender uma artista brasileira apenas porque exerceu o inalienável direito de criticar o governo numa rede de TV.
Trata-se de censura e de brutal desrespeito à liberdade de expressão.Petra foi até serena na escolha das palavras, ao dizer uma pequena parte do que os brasileiros e o mundo já sabem: o Brasil é governado por um machista, racista, homofóbico, inimigo da cultura, apoiador de ditaduras, da tortura e da violência policial, e amigo de milicianos.Petra Costa foi chamada de mentirosa por dizer a verdade que o mundo conhece sobre a m
A Secretaria de Comunicação da Presidência exibiu um vídeo, feito com dinheiro público, para ofender uma artista brasileira apenas porque exerceu o inalienável direito de criticar o governo numa rede de TV. Trata-se de censura e de brutal desrespeito à liberdade de expressão.
Petra foi até serena na escolha das palavras, ao dizer uma pequena parte do que os brasileiros e o mundo já sabem: o Brasil é governado por um machista, racista, homofóbico, inimigo da cultura, apoiador de ditaduras, da tortura e da violência policial, e amigo de milicianos.
Petra Costa foi chamada de mentirosa por dizer a verdade que o mundo conhece sobre a maneira como o governo trata o meio ambiente: a Amazônia está sendo devastada pela leniência de Bolsonaro com o desmatamento e com as invasões, e pelo seu profundo desrespeito pelos indígenas.
A Secom usa a máquina pública para incitar ódio contra uma artista. Mas Petra nos enche de orgulho. Por ser mulher, talentosa, representar o país no Oscar e ter feito um filme que desmascara o golpe do impeachment ilegal de 2016 que levou o Brasil ao desastre chamado Bolsonaro.
O insulto mais grave da Secom a Petra Costa foi acusá-la de militante anti-Brasil no exterior. Isto é não só mentira, como também uma inversão absoluta da realidade. Não há em nosso país ninguém mais anti-Brasil e mais pernicioso à nossa imagem no exterior do que Bolsonaro.
aneira como o governo trata o meio ambiente: a Amazônia está sendo devastada pela leniência de Bolsonaro com o desmatamento e com as invasões, e pelo seu profundo desrespeito pelos indígenas.
A Secom usa a máquina pública para incitar ódio contra uma artista. Mas Petra nos enche de orgulho. Por ser mulher, talentosa, representar o país no Oscar e ter feito um filme que desmascara o golpe do impeachment ilegal de 2016 que levou o Brasil ao desastre chamado Bolsonaro.
O insulto mais grave da Secom a Petra Costa foi acusá-la de militante anti-Brasil no exterior. Isto é não só mentira, como também uma inversão absoluta da realidade. Não há em nosso país ninguém mais anti-Brasil e mais pernicioso à nossa imagem no exterior do que Bolsonaro.