AO MOSTRAR QUE 54% SÃO FAVORÁVEIS A SOLTURA DE LULA E 42% CONTRA, DATAFOLHA, SEM QUERER, APRESENTA UMA PROVA COGNITIVA/ÉTICA
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Na tristeza não há inteligência, afirma o filósofo Spinoza. A inteligência é um corpo afetivo-cognitivo produzido pela potência. A tristeza é impotência. E impotência é dor. Pois, toda dor é limitação da potência de agir. Assim, como agir é produzir corpos afetivos-cognitivos que libertam às relações entre os humanos.
A tristeza que Spinoza confere, não é a tristeza psicológica-deprimente em função de uma frustração. Da forma que a alegria compensatória é resultado de um ganho meramente psicológico. Um círculo de dor: ganhei, estou alegre. Perdi, estou triste. Não, tanto a tristeza quanto a alegria, para Sipinoza é uma questão ontológica. Uma questão de comprometimento do ser com o mundo que é sua fundamentação de Existir. Compor afetos-alegres com os outros.
Na tristeza e na alegria psicológica, não há linha-produtiva do ser fundador de sua existência, mas tão somente defesas solipsistas. Imobilidade-molar como defesa de si mesmo. Estreitamento de percepção e concepção. Em linguagem comum: a condição-impotente do burguês. Aquele que só se comporta em relação a ele mesmo, sua família, seus parceiros e sua classe. Ou em linguagem mais comum: medo do outro que ele não consegue imobilizar com seus vícios predadores de liberdade. Todo burguês, além de ambicioso, é covarde e tem o outro como ameaça. Daí, sua compulsão em querer destruí-lo como forma de defesa de seu medo-dor. Seja como burguês clássico ou como burguês-nazifascista, todos são covardes e entulham o mundo com suas covardias, medos e dores.
A pesquisa Datafolha publicada hoje mostra que 54% dos brasileiros acreditam que a libertação de Lula foi justa, contra 42% que foram contra. A parcela de brasileiros que foram favoráveis a libertação de Lula são os mais jovens e os que têm renda baixa e média. Já os que são contra, são os que ganham mais de dez salários e os da classe alta. A tradicional burguesia que só persegue seus privilégios. São os mesmo ricos que apoiam o predador evento Bolsonaro. Clara luta de classe.
O filósofo Deleuze, diz que é de esquerda quem olha distante, na periferia. Na verdade, a função-natural do olho: perceber fora. E de direita quem tem o olhar estreitado. Próximo. Em si. Negação do fora. Disfunção-econômica-social do olhar. Atrofia-escotômica. Estreitamento da acuidade-visual-política-democrática.
É apoiado por esse enunciado que se pode afirmar que a pesquisa Datafolha apresenta uma prova cognitiva-ética. Os 54% são expressões emanadas de percepções distantes encadeadas com graus comprometidos de cognição-social. Partículas-fluxos que produzem o movimento da práxis e da poiesis realizadoras da condição ética do ser ontologicamente bem fundado. Tudo que falta no burguês com seu malogro-ontológico. Em sua condição de molaridade-impotente.
Mobilizados por suas potências criadoras de fetos-alegres, os 54% dos brasileiros puderam entender que a prisão de Lula, foi exatamente produto da parcialidade de Moro em conluio com seus semelhantes da Lava Jato e as mídias acéfalas comandadas pela Globo, todos, estimulados pelo Departamento de Justiça dos EUA e seus agentes da CIA. Também, compreenderam a veracidade das matérias publicadas pelo site The Intercept. Para os 54%, as matérias da Vaza Jato puderam conceder maior compreensão de como se desenrolava a trama contra Lula.
Os 54% de brasileiros, mostram que só um povo mobilizado por sua cognição e ética-social podem concretizar a democracia como a potência-política da maioria.