STF DEVE IMPOR MAIS UMA DERROTA A MORO E PROIBIR PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA
Do Radar
Há quase quatro anos, em fevereiro de 2016, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, por 7 votos a 4, permitir a prisão de condenados em segunda instância. Muita coisa mudou no tabuleiro jurídico-político do país desde então.
Uma das instituições mais sólidas do país, a Operação Lava-Jato chegou ao seu ápice nesse período ao prender o ex-presidente Lula em abril de 2018. A prisão do “chefe” foi o fim simbólico da operação criada para desvendar a roubalheira dos governos petistas na Petrobras, restando filhotes de casos de corrupção que se alastraram para São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados que tiveram obras tocadas por empreiteiras do esquema.
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Há tempos, Moro deixou de meter medo no Supremo e na classe política. A Lava-Jato, exposta em seus métodos questionáveis, também perdeu força em Brasília. É nesse clima que o STF julgará na quinta a possibilidade de revisão da prisão em segunda instância. Como o Radar revelou há duas semanas, a maioria na Corte pró-Moro e Lava-Jato, que ajudava a sustentar o entendimento atual, não existe mais.