STF DEVE IMPOR MAIS UMA DERROTA A MORO E PROIBIR PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

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Publicado em 14 outubro, 2019.

Do Radar

O ministro Sergio Moro – Mauro Pimentel/AFP

Há quase quatro anos, em fevereiro de 2016, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, por 7 votos a 4, permitir a prisão de condenados em segunda instância. Muita coisa mudou no tabuleiro jurídico-político do país desde então.

Uma das instituições mais sólidas do país, a Operação Lava-Jato chegou ao seu ápice nesse período ao prender o ex-presidente Lula em abril de 2018. A prisão do “chefe” foi o fim simbólico da operação criada para desvendar a roubalheira dos governos petistas na Petrobras, restando filhotes de casos de corrupção que se alastraram para São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados que tiveram obras tocadas por empreiteiras do esquema.

(…)

Moro sempre foi detestado por uma ala do Supremo que enxergava na sua forma de atuar, levantando sigilos de informações explosivas das investigações, um método para lançar a opinião pública contra eventuais decisões do STF a favor de corruptos.

Há tempos, Moro deixou de meter medo no Supremo e na classe política. A Lava-Jato, exposta em seus métodos questionáveis, também perdeu força em Brasília. É nesse clima que o STF julgará na quinta a possibilidade de revisão da prisão em segunda instância. Como o Radar revelou há duas semanas, a maioria na Corte pró-Moro e Lava-Jato, que ajudava a sustentar o entendimento atual, não existe mais.

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