BOLSONARO DEIXA O PSL, MAS NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

Sabe-se que a maioria dos chamados partidos políticos do Brasil não é constituída pela potência democrática: a composição-política dos homens e mulheres em liberdade, como responsabilidade ao bem comum. Estes partidos não passam de grupos compostos por elementos que perseguem seus próprios interesses. O chamado meu pirão primeiro. A verdadeira afirmação psicanalítica-social de que ficaram presos nos emaranhados do Complexo de Édipo que os fundiram nas garras das forças privadas, a subjetividade-familiar, que os impede de vivenciarem o espírito coletivo: democracia.

O PSL, para Bolsonaro, foi mais um partido de aluguel que ele usou para ser eleito, assim como, também, alguns de seus semelhantes. Tendo em si, membros sem qualquer vivência-política, o alcunhado partido, PSL, embarcou no discurso da extrema-direita comandado por Bolsonaro, seu representante maior. Um discurso que caiu como uma luva nas psicopatologias dos eleitores encharcados de sentimentos de culpa-inconsciente que no consciente são sublimados como delírio de indignação social em forma de repulsa pela corrupção, homofobia, racismo, misoginia, etc., faces das criaturas imobilizadas sob a ordem da zona escura.

Agora, com o claro caso do laranjal do PSL, onde vários elementos são acusados de crime-eleitoral, e aparece como nítida suspeição pela Polícia Federal o ministro da Cultura, que Bolsonaro teima em mantê-lo no cargo, as incompatibilidades se mostraram nitidamente chegando ao ponto de insustentabilidade entre alguns membros do PSL e o evento Bolsonaro.

Diante do quadro claro laranjante, noticia-se que Bolsonaro deixou o PSL. Uma notícia que não muda em nada a vida do povo brasileiro. Tudo fica no mesmo crescente de insuficiência como política pública. A mesma queda nos corpus econômico, político, social, cultural, a deficiência administrativa. Isto porque se sabe que seja qual for o partido que Bolsonaro se filie, ele terá os mesmos signos que Bolsonaro transporta como sua identidade-pessoal.

Daí, que, diante desse funesto quadro, o brasileiro poder afirmar: Bolsonaro deixa o PSL, mas nem por isso baixou o preço do peixe.

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