ATENÇÃO, PROFESSORES DE GEOGRAFIA! NA BAHIA, BOLSONARO, AFIRMA: “NÃO ESTOU NA BAHIA, NEM NO NORDESTE. ESTOU NO BRASIL”

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Coisa de Bolsonaro.

Escorrachado pelo povo nordestino depois de sua atitude xenofóbica contra a região, Bolsonaro foia até Vitória da Conquista, na Bahia, terra de ilustres brasileiras e brasileiros, visivelmente apreensivo, para inaugurar o aeroporto Glauber Rocha. Que seria inaugurado por Lula, se não houvesse ocorrido a interferência de Moro & Semelhantes condenando-o sem ter praticado qualquer crime o que lhe colocou fora da disputa. No devir-político transubstancial do evento bolsonarico, duas heresias saltam.

Uma, porque trata-se de uma obra dos governos populares de Lula e Dilma. Como diz a ciência-sensual-nordestina: Bolsonaro tenta gozar com a inteligência dos outros. Apesar de se dizer contrário ao comunismo e socialismo, mesmo sem saber o que significam os dois movimentos-políticos.

Outra, ter que se referir a um artista que além de sensivelmente criativo e revolucionário em sua arte, o cinema, que muito contribuiu para sua história criando novos planos de filmagens, ainda era senhor de profunda-inteligência-solidária. Tudo que o evento da extrema-direita não tem.

Durante seu discurso, só para seus semelhantes, dissipado pela obra-popular e o nome-revolucionário, Bolsonaro fazendo uso de sua verve conhecida do brasileiro humorístico e sua contagiante inteligência-bolsonalógica, atacou de frente a geografia deslocando de seu eixo a Terra para, por força da magia, fazer desrealizar o mapa-mundi. 

“Não estou na Bahia, nem no Nordeste. Estou no Brasil”, afirmou.

Acabou a geo-política. Não existem as regiões. Não existem Estado-Federados. O Brasil não é uma República Federativa. A mágica bolsonamítica não quer. Ora, ele não percebeu que sua contagiante inteligência-mitificada e mistificada, lhe pregou uma zombeteira peça.

Se não existe República Federativa, não existe presidente. O que significa, que mesmo levando em consideração a forma suspeitíssima como se deram as eleições, ele não é presidente. Ele mesmo se destituiu  do cargo. Não precisou nem o impeachment que tantos almejam.

Mas a pá de cal da mitificação/mistificação/mágica de Bolsonaro se reduz a frase “Estou no Brasil”. Como diz o filosofo-popular de Crateus: “Ele não sabe o que o que diz e nem o que faz. Ele não sabe que o Nordeste é aqui. Por isso, não sabe que não existe Brasil sem Nordeste. 

E o clamor telúrico se faz: Atenção, Professores de Geografia! O Brasil não existe para Bolsonaro!

2 thoughts on “ATENÇÃO, PROFESSORES DE GEOGRAFIA! NA BAHIA, BOLSONARO, AFIRMA: “NÃO ESTOU NA BAHIA, NEM NO NORDESTE. ESTOU NO BRASIL”

  1. Essa tremenda asneirice que Bolsonaro acaba de proferir de que “Não estou na Bahia, nem no Nordeste. Estou no Brasil “, faz-me lembrar a obra monumental do historiador contemporâneo, Durval Muniz de Albuquerque Júnior: “A invenção do Nordeste e outras artes”. Relaciono a asneirice do Bozo com a obra de Durval Muniz, não para desmerecer a obra do genial historiador, porque, esta é resultado de um trabalho estupendo de um dos principais mestres do ofício da História. Mas, sim para assinalar que enquanto Durval se preocupou em fundamentar a ideia de que o Nordeste como foi pensado, apartir de estereótipos, e ainda, hoje, assim o é, foi por causa das ações deliberadas das elites da região, Bolsonaro se preocupa em dizer que o Nordeste não existe. Trata-se de um imbecil em potencial.

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