MORO, SEM SABER QUE O FUTURO É DEVIR, O NOVO, PARABENIZOU BOLSONARO E DEPUTADOS: “RUMO AO FUTURO”. NÃO HÁ FUTURO NO IMÓVEL

PRODUÇÃO AFINSOPHIA. ORG

 

Estimulado pelo espetáculo de destruição da Previdência pelos parlamentares-retrógados e antipopulares, o ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro, publicou mensagem parabenizando Bolsonaro e os deputados,  afirmando “Rumo ao futuro”. Um futuro que a sociedade perde direitos fundamentais.

Em verdade, Moro só faz exercício tautológico. Esse “futuro” sempre foi repetido em momentos em que a população brasileira perdia direitos pela força da carência política dos parlamentares. Sempre se recorreu à essa intemporalidade, já que o futuro encontra-se em forma de devir no presente encadeado com o passado.

O futuro é um devir. E como devir é a enunciação do novo. É movimento que parte do dado, do já estabelecido, como realização do virtual como ideia. O futuro é sempre um outro que foi movimentado em um processual de atualização do virtual para o atual, como afirma o filósofo Deleuze. O futuro não se reduz ao tempo pulsado. O tempo cronos. Como devir, é aion. Escapa da semiótica dominante que se quer real, sem ser.

Como se sabe, não há futuro no corpus da extrema-direita. Só passado manifesto no cruel presente. Nenhum sujeito-sujeitado pode imaginar o futuro, por encontra-se escravizado no mais terrível sentimento de dor. O futuro para esse sujeito-sujeitado é a manutenção do estado de coisa atual: sua imobilidade. O que ele mais se apavora é com a possibilidade de mudança que anuncia o novo. Por isso, ele fabula o novo como sua projeção-imaginária da transposição-temporal. Nele o futuro não passa de mecanismo de defesa de sua condição presente, como diz a psicanálise.  

O futuro é para “quem olha em torno de si e vive livre”, diz o cinegrafista-filósofo Jean-Luc Godard. Que é traspassado pela potência-política do real. O futuro não é uma projeção-psicológica de uma estado de coisa, mais a práxis e a poiesis do movimento ontológico que só os homens e mulheres livres produzem como seu Estar-no-Mundo alegre.

Durante alguns anos passados, o povo brasileiro vivenciou futuros políticos e sociais gratificantes que lhe concediam a alegria de viver. Todas as formas de relações encontravam-se em movimento construidor como nova estética de alteridade. “Ma veio o tempo negro e força fez comigo o mal que a força sempre faz”, como diz Belchior, mas o futuro é a vocação-ontológica do viver em liberdade.

Livremente, sabe-se que o futuro é a democracia-real! Constitutividade do novo. 

  

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