EM TEMPO DE NAZIFASCISMO TUPINIQUIM NADA COMO O DISCURSO DE HITLER DE 1933 NA COMEMORAÇÃO DO DIA DAS MÃES
Hitler e Goebbels autografando nos Jogos Olímpicos de 1936.
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Todos sabem que Goebbels, chefe da propaganda nazista, refletia em público o que seu chefe Hitler acreditava como necessário para manter o povo alemão subjugado às ideias supersticiosas impostas pelo partido nazista. Por isso, consciente do que Hitler propugnava como seus ideal, criou a epígrafe para seus dez mandamentos do calendário popular o discurso Festa das Mães.
Embora sendo criação de Goebbels, trata-se porém de um discurso próprio de Hitler e que poderia ser chamado de Elogio aos Mistificados. Ou, talvez, Elogio aos Dominados pela Peste Emocional. Porém, o pintor, como diz Brecht se referindo ao psicopata, cultuou o título de “Festa das Mães”.
O objetivo principal de tal discurso psicopatológico era de manter aprisionado o povo alemão nas garras sufocantes da mistificação necessária para manutenção e defesa da ideologia nazista, tendo como suporte a força hipnótica da palavra mãe desprovida de seus elementos concretos. A mãe em si mesma por si mesma. Transformando-a apenas em representação de procriação para gerar filhos que servissem às forças militares nazistas como defensores da pátria-mãe. O que realmente ocorreu na segunda-guerra mundial, como já havia ocorrido na primeira, onde milhares de jovens foram mortos em função de sua psicopatologia, como, também a psicopatologia do capitalismo. Por isso, ele afirmar que “a pátria é a mãe da tua vida, não o esqueças”.
“FESTA DAS MÃES
A revolução nacional varreu tudo o que é mesquinho! As ideias comandam novamente e comandam tudo simultaneamente – família, sociedade, povo. A ideia da festa das mães é feita para honrar o que simboliza a ideia alemã: a Mãe alemã! Em parte alguma, a não ser na nova Alemanha, essa importância cabe à mulher e a à Mãe. Ela é a guardiã da vida familiar, onde germinam as forças que devem novamente conduzir o nosso povo para o alto. Ela – a Mãe alemã – é a única depositária da ideia do povo alemão. “Ser alemã” está eternamente ligado ao conceito de “mãe”. Existirá alguma coisa que possa reunir-nos mais estreitamente do que a ideia de uma comum veneração da mãe?”
Em tempo de nazifascismo tupiniquim, é preciso ficar atento ao uso da palavra mãe, porque é uma palavra muito usada como recurso estimulante para o sentimento de culpa social. E como se sabe, os nazifascistas não têm qualquer pudor e nem escrúpulo quando se trata deles usarem seus sadismos-pessoais como forma de sublimações para alcançarem seu propósitos psicopatológicos aberrantemente sórdidos.