COM LULA E CHICO, MST INAUGURA CAMPO DOUTOR SÓCRATES NESTE SÁBADO
FUTEBOL
São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) inaugura neste sábado (23) o campo Doutor Sócrates Brasileiro, construído na área da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, no interior de São Paulo. A partida de estreia contará com a participação de boleiros ilustres, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cantor e compositor Chico Buarque e o ex-jogador Paulo César Caju, campeão mundial com a seleção brasileira em 1970.
Além de partidas de futebol, a cerimônia de abertura terá participação de integrantes do movimento e de familiares de Sócrates. “Para a escola e para o movimento, o esporte é uma dimensão da formação humana, e é importante a gente rememorar esportistas que foram comprometidos com as causas populares e tiveram solidariedade com as lutas populares no Brasil”, afirma o integrante da Coordenação Pedagógica da ENFF David Martins.
O campo homenageia o jogador e médico Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, morto em 2011. Um dos maiores ídolos do futebol do país, o “Doutor”, como era conhecido, também se destacou pela sua militância política na luta pela redemocratização do Brasil, na década de 1980, e também foi um dos precursores da chamada Democracia Corinthiana.
O projeto do campo foi desenvolvido pela Associação Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes, em parceria com um grupo de alunos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). A construção foi realizada por 25 trabalhadores do MST. A obra saiu do papel graças a um financiamento coletivo, com a colaboração de 602 pessoas, que juntas doaram R$ 67.200. A meta inicial de arrecadação era de R$ 60 mil.
A CUT informou que, durante o evento, vai homenagear Chico Buarque com o prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre. O secretário de Cultura da central, José Celestino Lourenço, o Tino, destaca a importância do artista não apenas nas canções, cuja temática inclui as mulheres, LGBTs e “meninos que comiam luz”, referência à canção Brejo da Cruz, mas em sua postura constante pela democracia e contra a desigualdade. O prêmio foi criado em 2010, e teve mais duas edições, em 2011 e 2013.
Com informações do MST, da CUT e do jornal Brasil de Fato
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