FÓRUM PARA CRIAÇÃO DE INSTITUTO REGULADOR DAS TVs PÚBLICAS

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Reuniram-se na Câmara dos Deputados, com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação, 2.200 entidades representativas de emissoras e transmissoras de rádio e TVs estatais, educativas, universitárias, legislativas e comunitárias para tratarem da criação de um instituto regularizador destes meios de comunicação pública quanto seu desempenho.

Na ocasião os participantes analisaram a principal função destes órgãos como responsáveis pela informação e o laser como serviço público que não deve seguir como modelo a mídia comercial cujo único objetivo é o lucro, já que é uma concessão pública administrada como empresa privada. Além de analisarem, as programações de algumas emissoras públicas que estão mais à serviço de grupos oficiais que propriamente ao público.

Entre os participantes, o ex-presidente da TV Cultura de São Paulo, Jorge Cunha, comentando a situação destas emissoras. Disse:

Vivemos na ilegalidade cívica. Estamos em uma confusão jurídica que precisa de esclarecimento”.

E, ainda, segundo seu entendimento, a criação do instituto pode articular a sociedade, produtores e a pesquisa universitária.

Já o cientista político Carlos Novaes, analisou o fato, afirmando:

Temos que ampliar a superfície de contato da medição com a sociedade”.

Sobre a audiência em queda das emissoras públicas e o aumento de acesso a Internet, ele considerou:

A audiência não é um corpo determinado”.

Disse, ainda que a audiência se mantém em transformação. E agora está ocorrendo que muitas pessoas estão deixando de assistir TV por que tiveram suas rendas salariais aumentadas, o que lhes permite buscar outras formas de laser. Além do fator Internet que está tirando também audiência das TVs, principalmente os jovens entre 15 e 29 anos que correspondem 53 milhões que acessam este meio virtual.

Com a criação do instituto as emissoras públicas produziriam programas exclusivamente voltados para cidadania e a construção da democracia. Assim não haveria concorrência e nem o perigo de perder audiência, por trata-se de agir como uma forma ética de evitar a alienação do telespectador. Já que as emissoras comerciais, presas na ambição do lucro, portanto anulando o papel público e cívico de suas concessões, oferecem aos telespectadores os corpus fundadores da alienação que exige a sociedade de consumo.

Fonte: Agência Brasil

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