RUMORES ELEITORAIS: RENÚNCIA, CEDO DEMAIS PARA A CASSAÇÃO, TARDE DEMAIS PARA A PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS.

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Pelos corredores, repartições, núcleos, mesas, em todos os níveis hierárquicos, o boato corre como vento na floresta: Amazonino estaria com a renúncia ao cargo preparada, pronta para ser sacada minutos antes da decisão do TSE, cassando o seu mandato de prefeito, ao qual, na prática, jamais assumiu.

O boato, como qualquer outro, não tem origem. Mas as fontes são intempestivas. Não parte, portanto de algo sem nexo. E nem deixa de coadunar, compor com o que o leitor deste bloguinho já sabe: a impossibilidade jurídica, considerando o bom funcionamento do poder jurídico, da absolvição de Amazonino em quaisquer dos quatro processos que tramitam nos tribunais regional e superior federal do país.

Talvez acreditando-se ainda no início dos anos 90, quando um político renunciava para escapar da cassação dos direitos políticos, Amazonino esteja pensando em 2010, a corrida pelo governo. No entanto, é preciso lembrá-lo que os dois processos que ora tramitam no TSE (outros dois têm destino certo, em breve), tem como alvo o “candidato” Amazonino Mendes. Na realidade, a coligação. Daí a impossibilidade, salvo por improvável e elástico recurso jurídico, de escapar do impedimento ao usufruto dos direitos políticos, inclusive o de se candidatar a cargo público.

Possivelmente incentivado pelo ressurgimento de Collor, Sarney, Temer, Amazonino sonhe com um triunfal retorno em 2010, já que na eleição municipal, salvo o curto período em que assumiu de direito (sub judice), mas não de fato, a se observar pelas ações da prefeitura (???), em renunciado e não perdendo os direitos políticos. O que ele não percebeu foi a mudança nas relações institucionais no Brasil. Amazonino acreditou em FHC, quando este disse que deixou sólidas instituições para o governo ulterior, no caso, Lula. O que nem Amazonino nem FHC desconfiam é da mudança incorporal, micropolítica, nestas mesmas instituições: passaram a funcionar pela composição afetivo-democrática de seus membros. Daí a realidade da cassação não ser um boato: ao contrário, uma realidade. E a renúncia, uma possibilidade. Real e possível, a observarmos pelos atuais acontecimentos. Se ocorrerá ou não, entendemos pela segunda opção, afinal para renunciar é preciso ter um dia antes sido. Amazonino jamais o foi.

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