LULA, O EDUCANDO/CONTÍNUUM

A Vontade de Saber é a potência que dispõe o homem ao conhecimento além do já posto, o conhecimento imagem pensamento do estado que compõem os conteúdos programáticos das escolas em formas de sistemas e doutrinas escolares, também como conhecimento-discurso do cotidiano que se manifesta na comunicação que fica reduzido a imobilidade. Pois é esta Vontade de Saber que Lula carrega. Potência criadora contínua que o diferencia principalmente dos propalados catedráticos do tipo Fernando Henrique, representante vaidoso de mais de 90% de saberes desnecessários à alteridade democrática. O conhecido saber inútil.

A Vontade de Saber em Lula não se realiza apenas por ser o presidente que mais criou políticas educacionais em todos os graus e intensidade na História do Brasil, não, isto tem força tecnocientífica, encontra-se em leis de realizações educacionais sistemáticas, e qualquer um poderia ter feito, até Fernando Henrique, que não fez, se realiza, em sua condição de sentir as ondulações criacionais que se distribuem no mundo como matéria, e transformá-las em conceitos e representações. O que poucos possuem, mesmo os mais letrados. O filósofo Guattari chamava de condição pática do sujeito. Perceber o invisível e torná-lo objeto manifesto no mundo.

RASTRO DO SABER NA INAUGURAÇÃO DO GNL

É por isso que Lula consegue brincar com o já posto. Hoje, dia 20, pela manhã, Lula, no Ceará, inaugurava uma estação de Gás Natural Liquefeito – GNL, diante de uma platéia mista de trabalhadores da Petrobrás, ministros e outras categorias. Mostrava a importância da estação para o Estado do Ceará e o Nordeste, como a população ia ver “navios adaptado para realizar tanto o armazenamento do Gás quanto para a regaseificação do produto a bordo do próprio navio onde se situa o terminal”. Continuava alegre em sua explanação sendo constantemente aplaudido quando pegou uma folha de papel, leu, e passou a explicar que o Brasil era pioneiro em transpor o Gás de uma navio para outro, olhou de novo para folha de papel, parou de falar e disse, sorrindo: “Tem uma palavra aqui que eu não conheço, por isso não vou falar”. Olhou para o presidente da Petrobrás, e este disse a palavra e seu significado: Criogênicos! Lula, caindo na gargalhada, completou: “Nada como um dia atrás do outro. A gente está sempre aprendendo”. O público aplaudiu, entusiasmado. Mas não estava acabado o espetáculo da Vontade de Saber, o humor político do educando/continuum. Lula olhou para o público e mandou a sentença educacional/política revolucionária: “Estou aprendendo tanto como presidente que quando acabar meu governo, aí estarei preparado para governar o Brasil”. A platéia foi ao delírio. Enquanto isso, certamente, a direita rangia os dentes e lançava impropérios invejosos. Quem sabe não viu aí uma mensagem cifrada para o terceiro mandato lulista? Que culpa tem Lula de carregar a Vontade de Saber? Ora, ora, meu.

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