CAÇADORES COMPRAM ARMAS PARA EQUIPAR TRÁFICO E MILÍCIAS, DIZ JORNAL
Levantamento aponta existência de pelo menos 25 processos que acusam CACs de integrarem organizações criminosas que atuam em nove estados.
A mudança de legislação para se obter armas no governo Jair Bolsonaro começa a mostrar seus resultados: pelo menos 25 caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) foram acusados ou condenadores por integrarem organizações criminosas em pelo menos nove estados.
A revelação consta de levantamento divulgado pelo jornal O Globo. Desse total, 60% deles foram presos ou denunciados à Justiça depois do início do governo Bolsonaro, que mudou as regras para o registro de armas e aumentou o acesso a munição e equipamentos pelos CACs.
Segundo o levantamento, CACs tem usado seus registrados para comprar material bélico de maneira legalizada para revender o equipamento, a um preço maior, para traficantes – como aconteceu em um caso apurado no Rio de Janeiro.
A pesquisa também destaca o registro de chefes de facções de traficantes obtendo registros como CACs em São Paulo, Brasília e Mato Grosso do Sul, além de um agente penitenciário que foi condenado por facilitar acesso de armas e celulares em um presídio de São Paulo.
Dentre outros mecanismos, o decreto sancionado por Bolsonaro aumentou o limite de acesso a armas e munição pelos CACs: agora, atiradores podem ter até 60 armas, ante o limite anterior de 16.