AV. PAULISTA TERÁ “CAMAROTE” PARA IDOSOS CONTRA BOLSONARO NESTE SÁBADO, DIA 19
Brasil
O #19JForaBolsonaro já contabiliza 457 atos em 438 cidades de todo o Brasil contra o governo Bolsonaro
Jornal GGN – Mais de 450 cidades no Brasil e no exterior já confirmaram a realização de atos contra o governo Bolsonaro neste sábado (19). Na Avenida Paulista (SP), a concentração será no vão do Masp, a partir das 16 horas. Desta vez, um grupo de idosos vacinados terá direito a um local reservado para participar do protesto com um pouco mais de segurança.
Em uma iniciativa inédita, as autoridades civis e militares da capital autorizaram a criação de uma espécie de “camarote” de 100 metros para cerca de 40 pessoas com mais de 60 anos que integram dois grupos que surgiram das redes sociais, o “Bengalas Voadoras” e “Idosos Contra Bolsonaro”. A ala demarcada com gradis ficará bem ao lado do Trio Elétrico que servirá de principal palanque para as manifestações.
“Em tempos de pandemia e diante da tragédia nacional com meio milhão de vítimas fatais que já contamos, e sentindo o luto por quase 80% dessas pessoas, que foram as pessoas idosas condenadas à morte por covid pelo presidente do Brasil, sentimos que chegou a hora de abandonar o conforto e segurança das nossas casas e irmos protestar na rua, em público, pela vida, e pela democracia”, diz Fernando Di Lascio, um dos organizadores da manifestação.
Os idosos pretendem entregar simbolicamente ao presidente da Câmara, Arthur Lira (representado por um totem, em tamanho natural) um abaixo-assinado com quase cinco mil assinaturas, “exigindo a abertura de qualquer um dos mais de 120 pedidos de impeachment [e Bolsonaro], sobre os quais ele [Lira] se mantém sentado”.
O #19JForaBolsonaro contabiliza até o momento 457 atos em 438 cidades de todo o Brasil. “Nos aproximamos de meio milhão de vidas perdidas, 14,8 milhões de desempregados, 19 milhões passando fome. Como não se revoltar e se indignar com 500 mil mortes, quando sabemos que uma grande parte poderia ter sido evitada se o governo não tivesse sabotado a compra de vacinas e desestimulado os protocolos de proteção?”, questiona Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP (Central de Movimentos Populares), uma das entidades á frente dos protestos.