BOLSONARO SILENCIA SOBRE MORTE DE CAPITÃO ADRIANO – E VOLTA A CRITICAR A IMPRENSA

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Miliciano morto em operação policial na Bahia já foi homenageado por Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro

Flávio e Jair Bolsonaro – ambos silenciaram sobre morte de miliciano. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou após a ação policial que matou o ex-capitão Adriano Nóbrega, acusado de comandar a mais antiga milícia do Rio de Janeiro e suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais.

O presidente também não comentou o tema em suas redes sociais feitas no último domingo (09/02) e segunda-feira, algo que destoa do comportamento habitual do presidente – que ocasionalmente celebra as ações policiais em que os alvos são encontrados ou mesmo mortos.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, assessores do Palácio do Planalto dizem que o silêncio reflete sua preocupação com a situação de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). Nem Flávio e nem seu advogado falaram sobre a morte de Adriano.

Inclusive, ele não permitiu que a imprensa fizesse perguntas nesta segunda-feira, e criticou os profissionais da imprensa sem razão específica. “[Queria] compartilhar com vocês, mas tudo será deturpado. Então lamento, mas não vou conversar com vocês. O dia que vocês, com todo o respeito, transmitirem a verdade, será muito salutar conversar meia hora com vocês. [Falar de] problemas dos mais variados possíveis, dá para resolver, gostaria de compartilhá-los. Repito: não o faço porque, ao haver deturpação, a solução ficará mais difícil, talvez impossível”, disse.

Foragido há mais de um ano, Adriano Nóbrega é citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Informações do Ministério Público mostram que contas bancárias controladas pelo ex-policial foram usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio suspeito de operar o esquema – e amigo do presidente Jair Bolsonaro. Adriano também teve a mãe e a esposa nomeadas no antigo gabinete de Flávio.

O ex-policial também foi defendido por Jair Bolsonaro, então deputado federal, em discurso na Câmara em 2005, e foi condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes. O ex-PM seria absolvido depois em novo julgamento.

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