VILLAS BÕAS VOLTA À CARGA, MAS SEM FALAR NO LARANJAL DO PSL DE BOLSONARO, NEM FABRÍCIO QUEIROZ

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Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)


10/2019.

O general Villas Bôas voltou a atacar em véspera de decisão do Supremo Tribunal Federal

A patética figura do general Villas Boas volta a pairar sobre as instituições brasileiras como um abutre. Cabe ao STF se afirmar como Corte Constitucional e não se deixar intimidar por aventureiros golpistas. O Supremo bate continência a Constituição e a mais ninguém. Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e ex-deputado federal (PT-RJ).

Da Redação Viomundo.

Numa reprise da chantagem que fez em abril de 2018, às vésperas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre habeas corpus do ex-presidente Lula, o ex-comandante do Exército, general Villas Bôas, voltou hoje ao twitter para mobilizar os fardados.

Falou em eventual “convulsão social” no caso da libertação de Lula, que pode decorrer de decisão a ser tomada na quinta-feira pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes deram o passo extraordinário de deixar a sede do STF na tarde desta quarta-feira e visitaram o presidente da República no Palácio do Planalto.

Um dos objetivos da visita teria sido o de protestar contra o guru do presidente, o astrólogo Olavo de Carvalho, que pregou a decretação de um novo Ato Institucional número 5, como o de 1968, caso o STF decida contra a prisão em segunda instância.

Golpe dentro do golpe, o AI 5 permitiu ao ditador Costa e Silva fechar o Congresso e as assembleias legislativas, intervir em estados e municípios, instituir a censura, suspender o habeas corpus, impor toques de recolher, destituir políticos eleitos e juizes e suspender direitos políticos.

Desde a última vez que Villas Bôas se manifestou, no entanto, a Lava Jato perdeu força por causa da indicação do juiz Sérgio Moro para o governo de Jair Bolsonaro, das revelações da Vaza Jato e das denúncias de corrupção contra o próprio governo que Villas Bôas ajudou a eleger, que envolvem do filho do presidente da República ao laranjal que provocou o racha do PSL.

O líder do PT na Câmara Federal, Paulo Pimenta, reagiu:

Não existe democracia tutelada! Por que a direita têm tanto medo do @LulaOficial ? O que quer o general? Não importa o que vocês querem ou não querem! O que importa é a Constituição! “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”

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