AFINSOPHIA – COISA DE BOLSONARO: SOBRE MORO-LAVA JATO: O QUE ELE FEZ NÃO TEM PREÇO

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

 O povo brasileiro já aprendeu a esperar de Bolsonaro tudo que tenha relação com destrambelhamento da razão. E como a dimensão da razão é fundada pela experiência sensorial que leva à produção da condição ética, todo destrambelhamento é síntese da vivencia do destrambelhado no mundo.

Apesar da agitação democrática brasileira, diante das revelações (comprovações o que os lúcidos há anos já sabiam) do site The Intercept que vem mostrando, em suas reportagens, que Moro, Dallagnol e Cia fraudaram a justiça para prender Lula, Bolsonaro lançou sua opinião-moral sobre Moro. O ex-juiz suspeito de manipular a Lava Jato de acordo com seus objetivos. Além, de, também, aparecer como o verdadeiro chefe da operação tendo Dallagnol apenas como mero cumpridor de ordem. Ou, como diz o ministro Gilmar Mendes, “um bobinho”. Bobinho deslumbrado.

Pois, no bojo da agitação democrática brasileira, ele, o líder da extrema-direita no Brasil, afirmou sobre Moro que “o que ele fez não tem preço”. Essa afirmação bolsonariana lança o brasileiro para três seguimentos analíticos impulsionados pela força destrambelhante:

Um: ele apenas tentou tirar sarro de Moro, em função do baixo astral jurídico que ele enfrenta como suspeito de corrupção na Lava Jato, produzindo com suas determinações antijurídicas, a Vaza Jato do Intercept.

Dois: ele acredita piamente que Moro realizou uma justa ação de combate à corrupção e, por tal, merece a medalha de honra de herói da pós-modernidade brasileira.

Três: ele falou a verdade quando disse que o que Moro “fez não tem preço”, posto que foi a corrupção-jurídica de Moro que permitiu ele, Bolsonaro, ser eleito. Como se sabia e se sabe, Lula ganharia a eleição presidencial no primeiro turno.

Neste quadro-seguimentos, o segundo e o terceiro seguimentos podem ser os mais plausíveis, visto que Bolsonaro é o mais beneficiado com os atos espúrios de Moro. Do segundo seguimento, pode-se inferir que para Bolsonaro o que Moro fez é que é a verdadeira prática da justiça, pois protege seus interesses de classe. Bolsonaro não pode ir além deste raciocínio. Do terceiro seguimento, pode-se inferir que Bolsonaro acredita piamente que Moro atuou como deve atuar um verdadeiro juiz, por isso o nomeou ministro da Justiça e lhe outorgou posição de paladino da justiça brasileira.

Já o primeiro seguimento, é excluído, porque Bolsonaro não carrega qualquer devir-humor-democrático para poiético poder tirar sarro da violência explícita de qualquer Moro que infesta o Brasil. 

E mais, Bolsonaro não sabe que na sociedade capitalista tudo tem um preço. Tudo tem um valor. Valor de uso e valor de troca. Destrambelhado não percebeu que ao querer elogiar Moro, só o desvalorizou ao afirmar que ele “não tem preço”. Logo, Moro não circula na sociedade. Sem preço, ninguém quer Moro. Ele não existe.

 

 

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