FACHIN HOMOLOGOU DELAÇÃO DE DONO DA REAG INVESTIGADO NO MASTER
Publicado por Diario do Centro do Mundo
Mansur apresentou 17 anexos, os capítulos em que uma delação organiza relatos e provas, e se comprometeu a pagar R$ 40 milhões em multas. O valor equivale ao que ele recebeu da Reag durante o período em que a empresa operou.
A investigação sobre o Banco Master estava sob relatoria do ministro André Mendonça, mas Fachin levou o caso para seu gabinete, na Presidência do STF, após uma crise institucional entre integrantes da Corte.
Pessoas que participaram das negociações da colaboração afirmaram que Mansur entregou novos elementos sobre a participação de Daniel Vorcaro em supostos crimes financeiros. A homologação formaliza o acordo, sem representar uma conclusão sobre os fatos narrados pelo colaborador.

Nas tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, Mansur relatou que a Reag prestava serviços ao Master e a Vorcaro desde 2019, quando o empresário assumiu o controle do banco. A empresa estruturava operações com fundos de investimento.
O ex-dono da Reag afirmou que fundos administrados pela companhia teriam sido usados para desviar recursos do banco. O relato cita o emprego de laranjas como beneficiários das operações e estruturas offshore.
Mansur entregou à PGR documentos sobre as transações mencionadas na delação. O material também inclui relatos sobre negociações que ele diz ter conduzido diretamente com Vorcaro.
As autoridades deverão analisar os documentos e os 17 anexos apresentados pelo empresário para verificar os relatos, identificar eventuais envolvidos e definir os próximos passos das investigações sobre o Banco Master.