MAURO VIEIRA É RECEBIDO COM ENTUSIASMO POR CHANCELERES NO G20 APÓS VITÓRIA DE LULA: “VIRADA ESPETACULAR!”

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Chanceleres de ao menos dez países parabenizaram o ministro brasileiro em Atlanta, enquanto o encontro com Marco Rubio se limitou a um breve cumprimento em meio à tensão diplomática gerada pela fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos

Por: Ivan LongoPUBLICADO: 31/10/2026 –
Mauro Vieira com os chanceleres da Polônia, Radosław Sikorski, e do Reino Unido, Ed Miliband, na reunião do G20 em Atlanta – Fotos: Itamaraty

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Ochanceler Mauro Vieira foi recebido com efusividade por representantes de ao menos dez países durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, realizada nesta sexta-feira (30) em Atlanta, nos Estados Unidos, onde foi parabenizado pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. O clima de euforia entre os pares, no entanto, contrastou com o contato protocolar mantido com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anfitrião do evento, em um momento de tensão entre Brasília e Washington agravado pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao país.

Recepção calorosa no G20

A vitória de Lula sobre um aliado de Donald Trump foi o subtexto que animou as saudações recebidas por Vieira ao longo do dia. Entre os países que parabenizaram o chanceler brasileiro estão Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia. Um dos chanceleres disse estar “radiante” com o resultado; outro afirmou que torcia pela vitória e classificou a virada como “espetacular”.

 

 

 

 

O entusiasmo não foi apenas retórico. Segundo relatos, Vieira recebeu vários pedidos de conversas e visitas entre países. O ministro realizou reuniões bilaterais com representantes da Polônia, da Índia e do Reino Unido, com discussões que incluíram o comércio com o Mercosul.

Tensão diplomática com os EUA

O único descompasso no dia veio do anfitrião. Marco Rubio recebeu as delegações antes da primeira sessão do encontro, e o contato com Vieira se resumiu a um rápido aperto de mãos. Não houve reunião bilateral, e a diplomacia brasileira tampouco solicitou uma conversa reservada com o secretário norte-americano. Ainda assim, Vieira e Rubio, que mantêm uma relação profissional de anos, combinaram de se reunir antes da cúpula do G20, prevista para meados de dezembro na Flórida, para repassar a agenda bilateral.

O encontro em Atlanta ocorreu no momento de maior tensão recente entre Brasília e Washington. Trump questionou publicamente o resultado das eleições brasileiras, classificando a votação de “terrível” e “muito estranha” sem apresentar provas de irregularidades. O presidente também confirmou ter autorizado a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, o que adicionou uma camada política delicada ao primeiro contato diplomático entre os dois países desde a reeleição de Lula.

Próximos passos e expectativas

A data e o local do encontro entre Vieira e Rubio ainda serão definidos, e os dois não trataram de questões específicas durante a interação em Atlanta. Nos bastidores do Itamaraty, a orientação é de cautela diante dos movimentos da Casa Branca.

Interlocutores da diplomacia brasileira avaliam que a situação de Flávio deve ser tratada inicialmente no campo jurídico, sem provocar uma reação imediata do Ministério das Relações Exteriores.

O governo brasileiro pretende reunir mais informações sobre as circunstâncias da chegada do senador aos Estados Unidos antes de avaliar eventuais consequências diplomáticas. A postura reflete o cálculo de não escalar o conflito com Washington enquanto os contornos do caso ainda estão sendo mapeados, preservando o espaço para uma resposta calibrada quando houver elementos mais concretos sobre a situação de Flávio Bolsonaro em solo estadunidense.

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