VALDEMAR, PRESIDENTE DO PL, AFIRMOU QUE PODE HAVER NOVO GOLPE POR FLÁVIO NO GOVERNO
Publicado por Diario do Centro do Mundo
“Sei lá, sei lá, pode haver planejamento. Isso deu certo? Olha o (Jair) Bolsonaro que tá pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, respondeu Valdemar.
Na mesma entrevista, o dirigente do PL reconheceu que houve planejamento de um golpe após a eleição presidencial de 2022. Segundo ele, militares discutiram a possibilidade, mas o plano não teria sido executado.
“A lei diz o seguinte: você pode planejar um assassinato e você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime”, declarou.
Apesar de admitir a possibilidade de planejamento, Valdemar afirmou que o resultado das urnas será respeitado caso o presidente Lula (PT) vença o segundo turno. “Lógico, sempre foi (respeitado). Eu sempre respeitei as urnas. Tem muita gente da direita que é contra as urnas, eu nunca tive dúvida sobre urna”, disse.
O presidente do PL também afirmou que, em caso de vitória de Flávio, uma medida para beneficiar os condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro seria adotada imediatamente. “Ele vai fazer no primeiro dia. Ele vai tomar decisão imediata para soltar esses 180 infelizes que estão presos. Porque nunca teve golpe, golpe é com metralhadora”, declarou.
Jair Bolsonaro, preso desde agosto do ano passado, estaria entre os beneficiados, segundo o cenário apresentado por Valdemar. O dirigente afirmou que não imagina o ex-presidente instalado no Palácio do Planalto, mas acredita que ele teria influência sobre uma eventual administração do filho.
“O Flávio não tem o mesmo desempenho do (Jair) Bolsonaro para atender os prefeitos, para atender os governadores. Então, tenho certeza que o (Jair) Bolsonaro, vindo para cá, a nossa vida muda”, afirmou.
Valdemar também comentou as mudanças constitucionais defendidas por Flávio na terça-feira (6). Segundo o dirigente, alterações dependeriam de apoio no Congresso Nacional. “Tem muita coisa que ele quer modificar, ele quer acabar com a reeleição, tem muita coisa e precisa ter apoio. Nós vamos ter maioria, não tenho dúvida disso, no Senado e na Câmara.”
Ao tratar da relação com o Supremo Tribunal Federal (STF), Valdemar afirmou que conflitos entre os Poderes deveriam ser resolvidos institucionalmente. “Não vamos resolver nada com guerra, na minha opinião. Temos que ter habilidade para tocar o país para frente. Porque se começarmos a brigar, é Supremo, com o Executivo, com Legislativo. Isso atrasa o país. Nós temos que tocar o país para frente.”