TEMER É O FIADOR DO ACORDO DE FLÁVIO BOLSONARO COM ALEXANDRE DE MORAES E O STF

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Articulação nos bastidores envolveria ex-presidente golpista como mediador da “paz dos cemitérios”, garantindo salvaguardas políticas enquanto propostas de desmonte de direitos entram na mira.

Por: Renato RovaiPUBLICADO: 07/10/2026 –
– Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro (Alejandro Zambrana STF / Vittor Sales campanha Flávio Bolsonaro)

Há uma movimentação política que merece muita atenção neste segundo turno. Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes teriam selado um entendimento com Michel Temer, que declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Temer atua como o grande mediador dessa “paz dos cemitérios” entre o Supremo Tribunal Federal e o filho “01” de Jair Bolsonaro. E o primeiro sinal seria a liberação por parte de Alexandre de Moraes para que Flávio possa visitar o pai, preso por tentativa de golpe de Estado. Isso deve acontecer a qualquer momento.

A lógica por trás do arranjo é pragmática diante das ameaças do bolsonarismo de cassar e até prender ministros do STF. É o famoso acordo de sobrevivência onde o sistema de freios e contrapesos sofre acomodações de bastidores. É aquela frase do Romero Juca: “Com o Supremo e com tudo…”.

Contudo, a extrema direita já sinaliza a boiada legislativa que pretende passar no país. Flávio Bolsonaro escancarou recentemente o plano de alterar a Constituição para desmantelar pilares fundamentais do Estado de bem-estar social no Brasil.

Na mira desse projeto estariam o fim dos pisos constitucionais e dos vínculos orçamentários obrigatórios para a saúde e a educação. Na prática, isso significaria menos institutos federais, o fim de programas como a Farmácia Popular, a redução drástica do SUS e o fechamento de hospitais públicos — um cenário parecido com o experimentado durante o governo de Jair Bolsonaro.

Também estaria na mira a legislação trabalhista, institucionalizando o regime de trabalho de 7×0, com pagamento por hora prestada. Fazendo as contas com base nos parâmetros defendidos pelos bolsonaristas, o valor da hora de trabalho seria de R$ 7,37, revivendo o fantasma da precarização dos anos 1990.

É por isso que eu acho que precisamos prestar atenção aos movimentos dos próximos dias.

Porque o que está em jogo não é apenas um acordo “com o Supremo, com tudo”.

É o projeto de país que pode sair dele.

 

Quem é o fiador do acordo de Flávio Bolsonaro com Alexandre Moaes e o STF

 

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