FLÁVIO BOLSONARO COMETEU CRIME ELEITORAL AO PEDIR VOTO DEPOIS DE VOTAR
BOCA DE URNA
Candidato do PL pediu explicitamente votos no primeiro turno após deixar a seção eleitoral; TSE diz que pedir voto no dia da eleição é proibido
“Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno.”
A declaração foi registrada por veículos que acompanhavam a votação do candidato. A fala ocorreu após sua saída da seção eleitoral.
O pedido ocorreu quando as urnas já estavam abertas. O primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo, pelo horário de Brasília, e segue até as 17h.
Flávio Bolsonaro pede voto no dia da eleição
O Tribunal Superior Eleitoral alertou, antes do primeiro turno, que pedir votos no dia da eleição é proibido e pode caracterizar crime de boca de urna.
Em orientação publicada em 26 de setembro, o TSE afirmou que a boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer eleitoras e eleitores a votar em determinada candidatura, partido, federação ou coligação no dia da votação.
Entre as condutas expressamente citadas pela Corte estão pedidos de voto, distribuição de propaganda, arregimentação de eleitores, uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.
A Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, estabelece como crime, no dia do pleito, a arregimentação de eleitor e a realização de propaganda de boca de urna.
A legislação prevê pena de detenção de seis meses a um ano, que pode ser substituída por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa.
A manifestação individual e silenciosa de preferência política continua permitida. O eleitor pode usar bandeiras, broches, adesivos ou outros símbolos, desde que não haja abordagem de outras pessoas ou tentativa de convencimento.
No caso de Flávio Bolsonaro, porém, a declaração foi feita verbalmente à imprensa e continha um pedido nominal para que brasileiros votassem nele “agora no primeiro turno”. Eventual responsabilização penal e eleitoral depende de apuração e decisão das autoridades competentes.
O trecho ganhou repercussão nas redes sociais e diversas contas estão postando sobre este crime eleitoral cometido por Flávio Bolsonaro.