PT, SEM DESEJO, DO AMAZONAS FAZ USO DE CONCEITO-PRÁXIS QUE NÃO LHE CABE: ‘JUSTOS’
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A Justiça-Democrática engendra seu movimenta, como Processual-Dialético, na Infância.
Juris Juricas
CONVENCIONANDO CONVENÇÃO
Este deslisante texto não vai tratar dos três partidos relacionados como Federação Estadual: PCdoB, Verde e PT, mais, tão somente, do PT.
Como se sabe, todo conceito se origina dos encadeamentos humanos, como práxis-política-social. Assim, todo conceito verbalizado reforma o que foi experimentado.
Aqui não nos interessa, nesse momento, saber se os outros dois partidos podem ou não usar o conceito: Justos. Mas, o PT sabemos que não.
LEVE LEMBRANÇA DE GRAMSCI
Um partido só pode ser uma Partido Político quando ele se torna necessário historicamente.
Um Partido para ser Partido Político necessita de três elementos fundamentais.
1 – Um conjunto de mulheres e homens comuns, médios, em que suas relações são construídas através da disciplina e fidelidade.
2 – Um elemento, como força de um plano, que tem que produzir em si uma potência de coesão.
3 – Um elemento que sirva de produção da relação do primeiro elemento com o segundo com o objetivo de articular o contato físico, moral e intelectual de todos os membros.
Esse sentido mostra que uma partido é uma escola de formação de direções. Um Corpus-Político que não morre de causa banal em função de sua unidade em que todos são o mesmo Corpo-Político.
Entretanto, o Partido Político precisa de uma direção, um governante. E quando o partido fracassa, a responsabilidade é dessa direção que anemizou a fidelidade e a disciplina.
BRECHT, O PARTIDO E SEUS OLHOS
Em seu poema, Elogio do Partido, o teatrólogo, marxista, Brecht, mostra:
O indivíduo tem dois olhos. O Partido tem mil olhos. O Partido vê sete estados. O indivíduo vê uma cidade. (…) O indivíduo pode ser liquidado. Mas o Parido não pode ser liquidado. Pois ele é a Vanguarda das Massas. E conduz a sua Luta.
Quando predomina, em um partido, o individualismo mesquinho e malsã, ele perde a visão e morre apodrecido por si mesmo.
O PT DO AMAZONAS, SEM PARTIDO E SEM OLHOS
Para se afirmar que se luta por “mais justos” é preciso que se saiba o que é justiça e que a pratique, principalmente, em um partido.
Uma das principais categorias de justiça em um partido é que ele tenha alternância-variada de direção, já que todos os membros são politicamente preparados para o exercício desta forma de poder interno.
Há anos essa justiça não é praticada no PT. Há anos o Sinésio Lima é o presidente do partido que até já se tornou vitalício.
Um vitalicismo apoiado, também, por membros que não praticam essa justiça, porque são beneficiados pela injustiça-apolítica.
Esse vitalicismo, de Sinésio Lima, remete para a velha afirmação de que os partidos têm donos. Gilberto, Amazonino, Eduardo Braga, Fernando Henrique, Serra, Maluf, Valdemar Costa Neto e outros. Todos donos de partidos, como Sinésio Lima dono do PT do Amazonas.
Uma miserável propriedade que além de igualar o partido que já foi dos Trabalhadores e Trabalhadoras, também lhe iguala aos partidos das direitas, e nega Gramsci, Brecht e, de quebra, Marx e Engels. E até a esquerda ajuricabana abestalhada.
Essa peça de propaganda “mais justos” não cabe ao PT do Sinésio Lima,. Não deveria participar da Convenção Estadual e não se envolver com a Nacional. Só depois da instalação da justiça: eleição de outro presidente.
Como diz a professora primária aposentada, Rosinha das Várzeas: “Prova de que não sabem, com Brecht, que “a justiça é o pão do Povo. (…) Fora com a justiça ruim! O povo precisa de pão diário. De justiça bastante saudável. Sendo o pão da justiça tão importante. Quem amigos, deve prepará-lo? (…) Deve o pão da justiça ser preparado pelo povo!”, mas sem justiça no PT do Amazonas, não tem pão partidário para o povo.