A publicação, feita em inglês e dirigida também ao secretário de Estado Marco Rubio e ao secretário do Tesouro Scott Bessent, acontece um dia antes de a Primeira Turma do STF analisar uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-parlamentar.
Ele é acusado de ter articulado junto ao governo americano uma pressão sobre ministros da Suprema Corte brasileira e de ter incentivado o tarifaço de Trump contra o Brasil.
O que Eduardo escreveu
Na publicação, Eduardo afirma que “o Supremo Tribunal do Brasil está se preparando para me condenar em retaliação contra o presidente Trump” e classifica a Corte como um “tribunal político”. Ele argumenta que a suspensão das sanções contra Moraes, ocorrida em dezembro do ano passado, foi “um erro grave” e pede sua reimposição com urgência.
O ex-deputado vai além e sugere que Moraes aguarda o retorno de um governo democrata nos EUA para, segundo ele, repetir contra autoridades americanas o que estaria sendo feito contra ele hoje. Sobre as acusações que responde, Eduardo critica o que chama de “audácia” do STF: “Eles afirmam que cometi um crime ao interagir com autoridades do governo americano. Tal alegação, na prática, trata a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa.”
O julgamento de amanhã
Eduardo Bolsonaro responde a uma ação penal por coação no curso do processo. Na sexta-feira (12), a Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao STF o adiamento da sessão e a convocação de um ministro de outra turma para compor o quórum da Primeira Turma, argumentando que a vaga deixada pela saída do ministro Luiz Fux abre margem para empate na votação. O pedido foi negado pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, que manteve o julgamento para esta terça-feira (16).
O STF não se manifestou sobre as declarações feitas por Eduardo Bolsonaro até o fechamento desta reportagem.
*Com informações da CNN.