“O SEGREDO DA VIDA É O CONTRASTE”: NEGRO LEO E AVA ROCHA FALAM SOBRE AMOR E SIMBIOSE ARTÍSTICA
afinsophia 13/06/2026 0
PERFORMÁTICOS
Os músicos detalham a química do show ‘Bodas’, o equilíbrio entre casamento e projetos solo e timidez no palco
Negro Leo e Ava Rocha se viram parceiros no amor, na vida e na música. Tanto é que um dos trabalhos da dupla é o show “Bodas”, uma ode à união dos dois que chega a 17 anos. Coincidência ou não, neste 12 de junho, Dia dos Namorados, eles são os convidados do episódio de Sabe Som?, podcast apresentado por Thiago França.
Rocha destaca que, embora os dois caminhem artisticamente unidos, há projetos que correm em paralelo e que são individuais, e isso, reforça a artista, é muito importante. “A gente tem esses momentos de muita simbiose e outros de muito individualismo, de um território mais privado, que eu acho que é natural e saudável dentro, seja de um casamento, de uma relação, de uma parceria.”
Negro Leo conta que, no início, não se sentia à vontade nesse papel e relata até uma boa dose de timidez. A companheira e a experiência no cinema e no teatro o ajudaram a se soltar. “Hoje é algo superado. Mas Ava lembra os primeiros shows que eu fazia, que eu saía do palco. O palco sempre foi um lugar de batalha para mim, mas cada vez menos, a ponto de eu estar tomando gosto. Esse ano eu tenho feito muitas colaborações. Está me dando muito jogo de cintura. Muitas coisas legais aconteceram. O próprio Tiny Desk que a gente fez junto. Essas coisas vão dando força e estofo”, lembra.
“No cinema fiz muita coisa. Primeiro, tem um filme que a gente dirigiu, gravou, filmou e etc. Eu e Gregório Gananian. A Ava é atriz do filme. Uma [filha do casal] é atriz do filme. Esse filme a gente filmou em 2019, na China. A gente foi lá pelo projeto do Ali Amazônia, o China Tropical. E a gente esteve lá trabalhando com um casal de chineses, assim como nós. E foi muito legal trabalhar com esse pessoal. O filme se chama ‘Aquele que viu o abismo’. Ganhamos um edital e ele vai circular por aí. Eu também fiz o filme do Theo Popovich na Disney+, que chama ‘A vilã das nove’, como ator”, conta.
“Eu incorporo aquilo. É como um corpo político, uma visão política daquilo também. Sei lá, eu vou viajando. Já fui muito tímida. No começo, eu era tímida. Todos nós já fomos. E muita gente às vezes me pergunta, mas eu falo que é uma trajetória. Eu sempre tive o palco como um espaço sagrado de experimentação, mesmo. Não de reprodução ou de mostrar nada, ninguém. É quase um mergulho. Então, a cada show, eu invento, descubro novas coisas e venho me fazendo dessa forma”, revela.
O podcast Sabe Som? vai ao ar toda sexta-feira às 15h e está disponível nas principais plataformas de áudio, como Spotify e YouTube Music.