MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS AMPLIA ACESSO A FILMES NACIONAIS EM MAIS DE 600 CIDADES E DESTACA PRODUÇÃO INDÍGENA

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CULTURA

Na fase de difusão, festival conta com mais de mil pontos de exibição, incluindo territórios onde não há salas de cinema

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Mostra tem como tema “Direitos Humanos e Emergência Climática: Rumo a um Futuro Sustentável” | Crédito: Demetrius Júlice

A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), está levando exibições gratuitas de filmes e documentários nacionais, além de debates, para mais de 600 municípios brasileiros.

Nesta segunda etapa da mostra, o objetivo é a difusão. Por isso, são liberados os direitos autorais das obras para que as sessões ocupem espaços nos mais diferentes territórios do país. Neste ano, são 1.150 pontos entre escolas, cineclubes, bibliotecas, associações comunitárias, unidades prisionais e outros espaços populares.

A Coordenadora-geral de Cultura em Direitos Humanos e Mídias Digitais do MDHC, Miriam Gomes Alves, disse, em entrevista ao programa Conversa bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, que as produções trazem resultados das políticas de ações afirmativas também na produção audiovisual.

“A gente buscou contemplar na 15ª Mostra produções de cineastas negros, indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas que são diretamente afetadas pela crise climática, e que são alvo da política de direitos humanos no nosso país”, completou Miriam.

O tema definido para esta edição da mostra é “Direitos Humanos e Emergência Climática: Rumo a um Futuro Sustentável”, levando os debates sobre justiça ambiental para todo o território nacional.

A homenageada desta edição da mostra é a cineasta e líder indígena Sueli Maxakali. Ela pertence ao povo Tikmũ’ũn, de Minas Gerais, e tem uma trajetória em defesa dos direitos das populações originárias, utilizando o audiovisual para retratar a memória, a cosmovisão e as lutas de seu povo.

Miriam explica que o Ministério compreende o papel fundamental dos povos indígenas na proteção do meio ambiente. Por isso, reservou grande espaço para eles na mostra.

“O catálogo traz produções de autoria indígena, que inclusive estão na língua dos povos originários que produziram esses filmes. São todos legendados, têm áudio de descrição, libras, porque é um comprometimento do Ministério de Direitos Humanos que os filmes também tenham um recurso de acessibilidade, para que todos e todas tenham acesso — promovendo essa valorização dos saberes ancestrais e dos saberes dos povos e comunidades tradicionais, trazendo uma outra narrativa sobre a nossa relação com o meio ambiente”, destacou a coordenadora.

Para conhecer os locais de exibição, acesse a página da mostra: https://www.instagram.com/mcdh.oficial/

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