CEO DA ATLASINTEL, CENSURADA POR NUNES MARQUES, COMENTOU A PESQUISA QUAEST: “PIOR PARA FLÁVIO BOLSONARO
Resultado de novo levantamento veio ainda pior para Flávio Bolsonaro, que acusou pesquisa anterior de “direcionamento”
Andrei Roman, CEO da AtlasIntel comentou na manhã desta quarta-feira (10), o resultado da pesquisa Genial/Quaest.
Segundo ele, “a pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas”. O executivo lembrou ainda que esta é “mais uma comprovação de que a tese de contágio por viés de questionário ou teste posterior de vídeo não se sustenta. Melhor do que brigar com a realidade seria melhorar a campanha”.
Veja abaixo:
A censura
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (9) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro.
A decisão atende a um pedido apresentado pelo Partido Liberal e impede que o instituto mantenha o levantamento em seus canais oficiais até nova deliberação da Justiça Eleitoral.
A pesquisa havia sido divulgada em maio, após o vazamento de um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro em uma conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento registrou uma queda de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do pré-candidato do PL.
Ao analisar o caso, Nunes Marques afirmou haver indícios de que a estrutura do questionário poderia ter influenciado as respostas dos entrevistados, comprometendo a neutralidade da pesquisa.
Indução às respostas
Segundo o ministro, a controvérsia não se resume a uma divergência metodológica, mas envolve a suspeita de que o questionário tenha sido utilizado como mecanismo de indução das respostas.
“A controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”, escreveu o magistrado.
A decisão individual ainda deverá ser submetida ao plenário do TSE para análise dos demais ministros em sessão prevista para esta terça-feira (10).