META ENTRA NA MIRA DO MPF POR BLOQUEIOS DE CONTAS LGBTQI+ NO ISNTRAGAM
Publicado por Fernando Miller
O pedido foi enviado à direção da Meta no Brasil após representação apresentada pelo Sleeping Giants Brasil. A organização relatou bloqueios em massa entre maio e junho de 2026, envolvendo perfis voltados à informação, mobilização social, produção de conteúdo e defesa de direitos da população LGBTQIA+.
As suspensões ocorreram em período próximo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado em 17 de maio, e às vésperas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Parte das contas teria sido restabelecida depois da repercussão do caso na imprensa, mas novas suspensões teriam ocorrido poucos dias depois.

Para o MPF, o caso exige esclarecimentos porque envolve canais de comunicação voltados à promoção de direitos e visibilidade da população LGBTQIA+. O órgão também quer verificar se os bloqueios podem ter relação com mudanças anunciadas pela Meta em suas políticas de moderação de conteúdo.
No ofício, o MPF pediu que a empresa explique os motivos das suspensões e informe, para cada perfil atingido, quais regras ou diretrizes da plataforma teriam sido violadas. A requisição também cobra detalhes sobre os critérios usados para eventual reversão das punições.
O órgão questionou se os bloqueios decorreram de mecanismos automatizados de detecção de conteúdo, do funcionamento de algoritmos ou de campanhas coordenadas de denúncias em massa feitas por terceiros. A Meta também foi convidada a apresentar outras informações que considere relevantes para a apuração.