POLÍCIA CHILENA AGRIDIU E PRENDEU JORNALISTAS QUE COBRIAM MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOVERNO KAST
afinsophia 06/06/2026 0
VIOLÊNCIA
Forças policiais atacaram diretamente jornalistas, fotojornalistas, trabalhadores da mídia comunitária e estudantes
- SÃO PAULO (SP)
- REDAÇÃO BRASIL DE FATO
O Observatório pelo Direito à Comunicação (ODC) informou nesta sexta-feira (5) que pelo menos nove jornalistas sofreram agressões físicas e prisões arbitrárias por parte dos Carabineros (polícia ostensiva do Chile) na última quarta-feira (3), durante protestos estudantis em Santiago, capital do Chile, contra os cortes na educação promovidos pelo governo de direita de José Antonio Kast.
“É especialmente grave que uma das formas mais severas de violência contra a imprensa venha de agentes do Estado, que agem contra pessoas que estão realizando trabalhos de registro e reportagem de interesse público”, afirmou o observatório.
Segundo a denúncia, as forças policiais atacaram diretamente jornalistas, fotojornalistas, trabalhadores da mídia comunitária e estudantes de jornalismo que estavam cobrindo os protestos estudantis.
A organização de direitos humanos instou as autoridades de Santiago a garantirem condições seguras para o exercício do jornalismo, ao mesmo tempo em que apelou aos meios de comunicação comunitários do país sul-americano para que denunciem quaisquer violações da liberdade de expressão cometidas pelos Carabineros.
A violência policial ocorreu durante uma mobilização nacional contra cortes no orçamento da educação, organizada pela Confederação de Estudantes Chilenos (Confech). Dezenas de estudantes foram presos e um grande número de manifestantes ficou ferido durante a repressão policial.
Os representantes estudantis exigiram uma declaração pública imediata da Ministra da Educação, María Paz Arzola, e do Ministro da Segurança, Martín Arrau, a respeito das graves violações dos direitos humanos registradas nas ruas da capital chilena.
Os estudantes chilenos rejeitam o conjunto de medidas de austeridade e controle policial promovidas pelo presidente José Antonio Kast.
A federação universitária repudia o Plano Nacional de Reconstrução e o corte orçamentário de 3%, a mega reforma tributária que reduz os impostos sobre grandes empresas de 27% para 23%, bem como a Lei das Escolas Protegidas, por punir os protestos com a retirada do benefício da gratuidade do ensino.
A Central Sindical dos Trabalhadores do Chile critica ainda o cadastro de vândalos, por considerá-lo um instrumento de perseguição institucional que busca coagir a mobilização pacífica a fim de proteger os privilégios das elites financeiras e criminalizar a atividade dos sindicatos operários.
com informações da teleSur