No documento, os signatários denunciam a demora na análise de processos de anistia, a falta de estrutura da Comissão de Anistia e o que classificam como “padronização indevida” das reparações. Segundo o texto, há vítimas com mais de 100 anos aguardando resposta do Estado há mais de uma década.
O manifesto também reivindica a abertura completa dos arquivos da ditadura, o reconhecimento dos atingidos “transgeracionais”, com reparação simbólica e pedido formal de desculpas do Estado, além de um pedido público de desculpas do Ministério da Defesa e das Forças Armadas pelo golpe de 1964 e pelas violações cometidas durante o regime militar.
Assinado por mais de 80 entidades, entre movimentos sociais, coletivos de memória e sindicatos de diferentes regiões do país, o documento afirma que “não há democracia plena sem justiça de transição” e sustenta que a luta por memória, verdade e justiça continua enquanto houver “silêncio, injustiça e negação”.
Leia o manifesto a seguir: