Ex Presidente Nicolas Maduro sendo identificado no Presídio em New York. Foto: RS/Fotos Públicas
Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos foi preso sob acusação de usar informações confidenciais para lucrar com apostas relacionadas a uma operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo autoridades americanas, o militar — identificado como Gannon Ken Van Dyke — participou do planejamento e da execução da missão realizada em janeiro de 2026, quando forças dos EUA capturaram Maduro em Caracas e o levaram para julgamento em território americano.
De acordo com a investigação, ele utilizou informações classificadas sobre a operação para apostar em plataformas de “mercados preditivos”, como a Polymarket, prevendo corretamente a queda de Maduro e uma possível intervenção dos EUA.
As apostas somaram cerca de US$ 30 mil e renderam mais de US$ 400 mil em lucro, segundo os promotores.
Segundo a CNN norte-americana, o caso é tratado pelas autoridades como uso indevido de informação privilegiada — uma espécie de “insider trading” aplicado a apostas — e pode resultar em penas de até décadas de prisão, incluindo acusações de fraude e uso ilegal de informações governamentais.
Investigadores afirmam que o militar tentou ocultar os ganhos, utilizando criptomoedas e solicitando a exclusão de sua conta após a operação.
O episódio é considerado o primeiro grande caso criminal envolvendo uso de informação sigilosa em mercados preditivos, plataformas que permitem apostar em eventos políticos, econômicos e militares.
A prisão ocorre em meio a crescente preocupação nos Estados Unidos com o uso dessas plataformas por agentes públicos e pessoas com acesso a informações sensíveis, ampliando o debate sobre regulação e riscos de manipulação.