TOFFOLI SE DECLARA SUSPEITO PARA JULGAR PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DO BRB

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Toffoli

JULGAMENTO

Ministro já havia adotado postura em outros casos envolvendo o Master; placar está em 2×1 a favor da manutenção

Ministro já havia adotado a mesma postura em março | Crédito: Luiz Silveira/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para julgar a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Com isso, ele se ausentou da análise do caso, que segue em julgamento no plenário virtual da Segunda Turma e pode ser concluído até sexta-feira (24).

Até o momento, os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. Também participam do julgamento os ministros Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma, e Nunes Marques, que ainda não apresentaram seus votos.

A decisão final caberá à Segunda Turma do STF, que analisará se permanecem os requisitos legais para a prisão preventiva, como risco de interferência nas investigações, possibilidade de reiteração de crimes e ameaça à ordem pública.

Antecedentes

Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro foram presos preventivamente na última quinta-feira (16), no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo as investigações, o ex-presidente do BRB teria negociado propina de R$ 146,5 milhões com Daniel Vorcaro, por meio de transações imobiliárias, em troca de atuação na tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público.

Monteiro é apontado como o “arquiteto jurídico” do esquema investigado e teria atuado na estruturação jurídica e documental de operações consideradas fraudulentas, incluindo a empresa Tirreno e carteiras de crédito cedidas ao BRB. A operação de aquisição acabou rejeitada pelo Banco Central após a identificação de indícios de irregularidades. Posteriormente, o Banco Master foi liquidado em novembro de 2025.
Editado por: THAÍS FERRAZ

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