Comparação da cauda de um F-15E Strike Eagles da base britânica de Lakenheath e os destroços do caça abatido em 3 de abril pelo Irã |Crédito: Tasnim
A agência Tasnim divulgou, nesta sexta-feira (3), imagens exclusivas do que afirma ser um caça dos Estados Unidos abatido por sistemas de defesa aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) no centro do Irã. É a primeira vez, desde o início do conflito em 28 de fevereiro, que destroços de uma aeronave de combate abatida são fotografados em solo iraniano, segundo a agência. O Pentágono não se pronunciou sobre a reivindicação até o momento desta publicação.
Segundo a Tasnim, as marcações na cauda da aeronave identificam o caça como pertencente ao 48º Grupo de Caça do Comando Europeu dos EUA, sediado na base aérea de Lakenheath, no Reino Unido, onde operam F-15E Strike Eagles e F-35A. A base, a maior instalação da Força Aérea dos EUA na Inglaterra, havia redirecionado o esquadrão para a área de operações do Comando Central estadunidense para atacar o Irã, segundo a agência.
O CGRI afirmou ter abatido um segundo caça dos EUA no mesmo dia, um F-35, também no centro do país. Neste caso não há imagens dos destroços da aeronave. O Corpo de Guardas afirmou que a aeronave foi completamente destruída ao impactar o solo, sem informações sobre o paradeiro do piloto.
Também nesta sexta, o Quartel-General Khatam al-Anbiya informou ter abatido uma aeronave não identificada ao sul da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz, que teria caído no Golfo Pérsico. Na quinta-feira (2), o mesmo quartel-general havia anunciado o abate de quatro drones nas 24 horas anteriores, incluindo um MQ-9 Reaper sobre Shiraz.
Segundo a Guarda Revolucionária, desde o início do conflito, foram abatidos dois F-35, um F-18, dois F-16 e quatro F-15, além de 155 drones de diversos tipos. Os EUA confirmaram oficialmente a perda de três F-15 em um suposto episódio de fogo amigo e de um avião-tanque KC-135, além de 13 militares mortos e 348 feridos em combate.
O fato de o F-15 pertencer a um esquadrão com base no Reino Unido contradiz o que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tem afirmado em relação ao conflito, que “não é a nossa guerra”. Itália, Áustria, Espanha e Suíça já restringiram o acesso estadunidense a bases ou espaços aéreos em seus territórios; a Itália chegou a impedir o pouso de dois F-15 na base de Sigonella, na Sicília, enquanto as aeronaves já estavam em voo em missão de combate contra o Irã.