PENTÁGONO OCULTA MILHARES DE BAIXAS DOS EUA NO ORIENTE MÉDIO SOB TRUMP
Publicado por Diario do Centro do Mundo
De acordo com a matéria, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) — responsável pelas operações militares na região — estaria envolvido em um possível acobertamento de baixas, fornecendo dados desatualizados e subestimados, além de evitar esclarecer o número real de mortos e feridos.
Ataques recentes e números contestados
Na última sexta-feira, pelo menos 15 soldados americanos ficaram feridos em um ataque iraniano contra uma base aérea na Arábia Saudita que abriga tropas dos EUA, segundo autoridades ouvidas sob anonimato. O episódio não teria sido incluído nos balanços oficiais divulgados dias depois.
O CENTCOM informou recentemente que 303 militares haviam sido feridos desde o início da operação militar, mas o dado já estava desatualizado e ignorava ataques recentes. O comando também se recusou a informar o número total de mortos, que, segundo estimativas independentes, seria de pelo menos 15.
Guerra com o Irã e discurso de Trump
O presidente Donald Trump afirmou que mortes são inevitáveis em conflitos. Após receber famílias de militares mortos, declarou: “Quando você tem conflitos assim, sempre há mortes.”
Apesar do discurso, Trump sugeriu recentemente que pode encerrar a guerra contra o Irã em poucas semanas, mesmo sem alcançar objetivos declarados como a “liberdade do povo iraniano” ou a rendição incondicional de Teerã.
Falta de transparência
Segundo um funcionário da Defesa ouvido pela reportagem, há um esforço deliberado da Casa Branca e do secretário de Defesa Pete Hegseth para manter os números sob sigilo.
Durante o governo anterior, de Joe Biden, o Pentágono divulgava relatórios detalhados com cronologias de ataques, locais atingidos e número de vítimas. Já na atual gestão, os dados são considerados vagos, incompletos e inconsistentes.
Pressão por explicações
Especialistas criticam a falta de transparência. Jennifer Kavanagh, diretora de análise militar do think tank Defense Priorities, afirmou que o governo deveria fornecer dados claros.
“O público americano está financiando essa guerra e tem o direito de saber seus custos humanos e econômicos”, diz.
Escalada e vulnerabilidade
Enquanto os EUA intensificam bombardeios contra o Irã, Teerã responde com ataques a bases americanas em diversos países, incluindo Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Síria e Emirados Árabes Unidos.
Segundo autoridades, os ataques têm forçado militares americanos a abandonar bases e se refugiar em hotéis e prédios civis, evidenciando vulnerabilidades na estratégia de defesa.