PALESTINOS EM GAZA INICIARAM RAMADÃ EM MEIO A VIOLAÇÕES DE CESSAR-FOGO E INCERTEZAS SOBRE O FUTURO

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MÊS SAGRADO

Famílias palestinas enfrentam escassez de alimentos e buscam momentos de alegria em abrigos durante o período de jejum

Realidade em Gaza é marcada pela completa destruição e falta de infraestrutura básica. | Crédito: Omar Al-Qattaa/AFP

mês sagrado do Ramadã começou nesta quarta-feira (18) para cerca de 2 bilhões de pessoas que professam o islamismo. O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e celebra a revelação do Alcorão ao profeta Maomé. Durante este período, os fiéis praticam a caridade e não comem entre o nascer e o pôr do sol. 

Em Gaza a realidade ainda é marcada pela destruição e pelo deslocamento de milhares de pessoas. A falta de energia impede o uso de geladeiras para guardar os mantimentos, e a crise humanitária dificulta a preparação das refeições tradicionais. 

Além disso, o período de jejum começa em meio a uma série de violações ao cessar-fogo por parte do regime israelense, que já deixou mais de 400 mortos, entre elas, mais de 100 crianças, desde o dia 10 de outubro do ano passado, quando foi anunciado o acordo. Desde o dia 7 de outubro de 2023, as forças de Israel mataram mais de 70 mil pessoas no território palestino. 

Cisjordânia 

Já nos territórios ocupados da Cisjordânia, famílias palestinas convivem com a permanente violência de colonos israelenses em suas terras. 

Na semana passada, o governo israelense aprovou um plano para facilitar seu controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina, segundo os Acordos de Oslo, em vigor desde a década de 1990. As medidas incluem a autorização para o registro de terras na Cisjordânia ocupada como “propriedade estatal” e facilitar a compra direta de terrenos por israelenses judeus.
O plano gerou uma onda de indignação internacional. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a Israel que “revogue imediatamente” as novas medidas, enquanto a União Europeia (UE) afirmou que os planos expansionistas do regime israelense constituem uma “nova escalada” no conflito, e exortou o respeito ao direito internacional. 

O governo do Brasil também condenou a aprovação do plano e disse que, “caso implementadas, essas medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado”.

Editado por: Geisa Marques

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