BOLSONARO, AFIRMOU: “O QUE VALE PARA MIM É A LEI DE DEUS”. BRECHT, AFIRMA: “DEUS NÃO SE METE NOS NEGÓCIOS DOS HOMENS”. LOGO, BOLSONARO SERÁ PRESO NA LEI DOS HOMENS

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Claro, que Bolsonaro se refere ao deus da teologia-mitológica hebraica que se disseminou pelo mundo com o aval do império romano, igreja católica e outras orientações ditas religiosas ligadas estreitamente pelas forças castradoras dos sistemas dominantes que atravessaram, e travessam, a não-história. Tudo visando seus interesses, inclusive econômicos e expansionistas. 

 

Por isso, predomina uma dita verdade-secular, ao ponto de ninguém ter realizado a crítica literária da bíblia. Não fazer  sua crítica é não tocar no que não deve ser tocado, já que este não tocado já se firmou como verdade inquestionável. Claro, que não para o Islamismo. 

 

É essa crença disseminada sem crítica racional necessária para melhor se compreender o que se crer ou não, que gente como Bolsonaro usa o nome deus em vão. De acordo com seus interesses pessoais e familiares e partidários. Tudo na ordem narcísica da ganância e do medo.

 

Daí, que Bolsonaro dilata sua realidade psíquica comandada pelo seu imaginário fálico que ele atribui a sua proteção ao seu deus, colocando-o ao seu serviço individual de sujeito-narcísico- egoísta. Ele imagina que ao afirmar – como imagina o Estado Genocida de Israel que assassina crianças, mulheres, palestinos -, que “só vale para ele a lei de Deus”, ele tem dois ganhos:

1 – Ele fica bem na foto com esse seu Deus que é onipotente. Não erra e não falha.

2 – Ele acredita que mesmo sendo condenado e preso, o que predomina mesmo é a lei de seu Deus. Para sua auto-conformação, ele não foi condenado e preso, pois as leis dos homens não têm qualquer importância diante da lei de seu Déus. 

 

Só que Bolsonaro não engana ninguém. Se ele acreditasse mesmo no seu Deus, e tivesse a certeza que ele é onipotente e lhe protege, ele não choraria de pavor de ser preso. E não iria para igreja para melhor encenar seu choro, posto que, para os que acreditam, deus encontra-se em todos lugares. Esta dita igreja não passa de um território arquitetônico.

 

Igreja, como Religião é Práxis e Poises de Existir. Não precisa de prédio. Na verdade, Igreja para o gregos, é o discurso, o diálogo.Como a Religião é o conteúdo-enunciativo-coletivo sem medo e dominação. 

 

Como, Bolsonaro é zero de conhecimento que engrandece, não sabe sequer quem é Bertholt Brecht que afirmou: “Deus não se mete nos negócios dos homens”. Se conhecesse Brecht, não alimentava essa ilusão, porque quando a Polícia Federal, cantar, na frente de sua residência, o início do xote de Dorgival Dantas: “Destá. Eu hei de ver você bater na minha porta… Toc, toc, toc...”, não vai adiantar jurar de pés juntos que seu Deus vai interferir para a Justiça dos homens não se concretizar.

 

Como afirma Tia Historianna: “Bolsonaro tem de ser responsável por suas escolhas, como afirma o filósofo, Sartre. E se responsabilizar pelo que  escolheu. Não deve esperar a ajuda de um Deus que não pode ser responsabilizado pelo deboche que ele praticou contra as vítimas da Covid-19. E nem pelos atos antidemocratas que ele praticou – e pratica – colocando em perigo a Soberania do Brasil. Deve tentar sair desse estado de encruamento sensível, racional e ético, para poder ser visto, como diz Brecht, como um homem responsável por seus negócios. E não continuar um menininho medrosos buscando apoio metafísicos, visto que a Democracia é o Regime Político da Razão na Terra!”.

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